Fundação LGH reuniu nesta segunda-feira um grupo de mais de quarenta atores relevantes do ecossistema de pesquisa, empresas e organismos de fomento para um exercício de escuta e definição de prioridades de inovação territorial. O workshop de inovação aconteceu na sede da Ca’ Del Bosco, em Erbusco (Brescia), e foi organizado em parceria com a consultoria Teha – The European House Ambrosetti.
O objetivo declarado pela Fundação é tornar a alocação de recursos mais aderente às necessidades locais e às vocações produtivas do Sul da Lombardia, reforçando a eficácia das iniciativas voltadas ao desenvolvimento sustentável. Desde 2021, ano de sua criação, a Fundação LGH financiou 24 projetos científicos e apoiou 87 iniciativas nos campos cultural e social.
Segundo documentos e comunicações oficiais da entidade, o impacto econômico direto previsto para 2025 nas áreas de intervenção soma cerca de 1.049.000 euros. Em sua intervenção, o presidente Giorgio Bontempi destacou a importância de “ouvir o território” para preservar características locais e potencializar relações sociais e institucionais. Para Bontempi, a pesquisa científica e a tecnologia são vetores imprescindíveis para respostas efetivas às transformações ambientais, econômicas e sociais em curso.
O formato do encontro combinou sessões plenárias e mesas de trabalho temáticas. Participaram mais de quarenta stakeholders qualificados, de âmbito local e nacional, englobando universidades, centros de pesquisa, empresas e representantes do ecossistema de inovação. O diálogo foi estruturado para identificar prioridades de inovação, testar a coerência entre essas prioridades e o escopo de atuação da Fundação, e apontar os principais drivers para orientar a atuação futura.
As filieras de interesse mapeadas durante o workshop incluem: transformação alimentar, agricultura e zootecnia, cosmética e materiais. Estes eixos foram analisados quanto ao potencial de integração com redes produtivas locais e à capacidade de gerar impactos ambientais, econômicos e sociais mensuráveis.
Roberto Tasca, presidente do grupo A2A, ressaltou o papel do conjunto de fundações do grupo — que integra Fundação AEM, Fundação ASM, Banco de Energia e Fundação LGH — como pilar do compromisso com o crescimento sustentável das comunidades atendidas. Tasca lembrou ainda a criação da A2A Life Ventures, apontada como um modelo de inovação aberta que facilita a transformação de ideias e tecnologias em projetos aplicáveis, por meio de parcerias com startups e universidades.
A movimentação da Fundação LGH sinaliza uma mudança de foco: da implementação de projetos avulsos para um posicionamento estratégico que priorize alinhamento territorial e impacto replicável. O workshop funcionou como ferramenta de apuração e cruzamento de fontes entre atores públicos e privados, com vistas a construir um plano de financiamento mais direcionado para os próximos anos.
Na prática, a próxima fase deverá envolver a tradução das diretrizes debatidas em critérios de financiamento e linhas de atuação específicas, com indicadores de resultado e avaliação de impacto. A meta anunciada pela Fundação é consolidar uma agenda de inovação que responda às necessidades produtivas locais, impulsione cadeias de valor e gere efeitos positivos mensuráveis no território.
Em síntese, o encontro reafirma a estratégia da Fundação LGH de aproximar pesquisa, indústria e ecossistema de inovação, privilegiando uma visão orientada por impactos ambientais, econômicos e sociais. O processo seguirá com interlocuções regulares para monitorar a coerência das ações e calibrar prioridades conforme os resultados do trabalho conjunto.






















