Fondirigenti, o fundo interprofissional promovido por Confindustria e Federmanager, lançou o Avviso 1/2026 com uma dotação total de 18 milhões de euros destinados a reforçar competências que impactam diretamente a competitividade das empresas italianas. O edital prevê um financiamento máximo de 15.000 euros por impresa e foca três áreas consideradas estratégicas: gestão de recursos humanos, organização dos processos produtivos e utilização evoluída da tecnologia.
Do ponto de vista técnico, a iniciativa responde a um padrão identificado pelo próprio fundo: nos últimos anos houve um aumento contínuo do fabbisogno de competências manageriali. “Dal nostro osservatorio abbiamo rilevato…” — nas palavras do direttore generale Massimo Sabatini, a aceleração digital e a mudança do paradigma sobre o papel das pessoas nas empresas ampliaram a necessidade de managerialità estruturada. Em termos práticos, a capacitação de gestores passa a ser vista como um multiplicador de crescimento e criação de valor, exigindo intervenções permanentes e sistemáticas.
A análise dos planos financiados por Fondirigenti entre 2021 e 2025 aponta uma redefinição da demanda formativa: além das competências técnicas ligadas à transformação digital, cresce a procura por habilidades tipicamente gerenciais — capacidade de interpretar cenários, governar organizações e liderar equipas em contextos complexos. Esse diagnóstico do fundo encontra eco em iniciativas europeias recentes: a estratégia Union of Skills, lançada em 2025 pela Comissão Europeia, destaca a relação direta entre competências, em particular as gerenciais, e a competitividade do sistema produtivo.
O Avviso, intitulado “Valore manageriale: il ruolo abilitante delle competenze come moltiplicatore di competitività”, concentra-se, portanto, em três prioridades:
- Gestão de Recursos Humanos: intervenções orientadas à melhoria de performance e bem-estar organizacional;
- Organização dos Processos Produtivos: ações para otimizar a governação de novos processos de trabalho e de produção;
- Utilização Evoluída da Tecnologia: integração de ferramentas digitais avançadas, incluindo IA generativa, para melhorar a qualidade das decisões e os fluxos operativos.
Do ponto de vista operativo, o instrumento é amplo e desenhado para alcançar tanto médias quanto pequenas empresas que reconhecem na formação dos dirigentes uma alavanca estruturante. O teto de financiamento por empresa — 15.000 euros — indica uma estratégia de capilaridade: apostar em múltiplos projetos de impacto localizado em vez de poucos financiamentos de grande escala.
Em termos jornalísticos: trata-se de um movimento coordenado entre atores privados e políticas públicas de formação que visa colmatar uma lacuna percebida no mercado de trabalho italiano — a tradução da transformação digital em capacidade decisória e de liderança. O cruzamento de fontes e a leitura dos relatórios do fundo confirmam que a aposta é dupla: tecnologia e gestão humana, combinadas para restaurar produtividade e competitividade.
Apuração in loco e cruzamento de dados indicam que as empresas interessadas deverão submeter projetos alinhados aos três eixos do Avviso. O peso do financiamento é modesto por empresa, mas estratégico no quadro de políticas de capital humano: é uma injeção de recursos pensada para multiplicar valor por meio da capacitação gerencial.






















