Turim, 29 jan. – Em discurso durante a etapa de Turim do road show “Insieme per il futuro delle imprese“, promovido por Confindustria e Cassa Depositi e Prestiti (Cdp), Angelo Camilli, vice‑presidente da Confindustria para Crédito, Finanças e Fiscalidade, definiu o protocolo com Cdp como uma “escolha estratégica” para apoiar investimentos, o desenvolvimento industrial e a coesão social.
Segundo Camilli, o eixo habitacional integra-se como pilar essencial do acordo. “O habitar sustentável é condição indispensável para o futuro das empresas e do país. A emergência habitacional é hoje um fator crítico não apenas do ponto de vista social, mas também econômico e industrial: sem moradia a custos acessíveis, as empresas não encontram trabalhadores e o país perde competitividade”, afirmou o dirigente.
O vice‑presidente destacou ainda a relevância do anúncio governamental sobre o Piano Casa Italia e a meta de 100 mil habitações a preços controlados na próxima década. “O anúncio é importante. Agora é necessária uma implementação rápida e concreta, com o envolvimento pleno dos operadores econômicos e das empresas do setor”, disse Camilli, em tom direto e técnico.
Na abordagem jornalística de apuração e cruzamento de fontes, Camilli assinalou os efeitos práticos da carência de oferta habitacional acessível: limitação da mobilidade territorial, acentuação do mismatch entre demanda e oferta de trabalho e freio ao crescimento, especialmente num país que enfrenta declínio demográfico e dificuldades de recrutamento.
Para acelerar resultados, segundo o dirigente da Confindustria, é imprescindível combinar recursos públicos com capital privado, instrumentos de garantia, incentivos fiscais e, sobretudo, agilizações administrativas. “Além das verbas públicas e do envolvimento de investidores, são necessárias medidas de garantia, benefícios fiscais e, principalmente, simplificações urbanísticas para acelerar a recuperação e a mudança de uso de imóveis destinados a trabalhadores, jovens e estudantes. Sem essas alavancas, o Plano corre o risco de não ter a velocidade necessária”, concluiu.
Relato factual e direto: as declarações foram proferidas na tappa torinese do road show, num evento que reúne atores públicos e privados para debater mecanismos de financiamento e políticas voltadas à competitividade industrial. A observação central de Camilli aponta para uma prioridade operacional — transformar objetivos anunciados em ações rápidas e integradas, com o setor produtivo no centro da execução.
Apuração in loco e cruzamento de fontes indicam que o desafio imediato é montar um quadro regulatório e fiscal que permita aos projetos sair do papel com celeridade, preservando, ao mesmo tempo, a sustentabilidade econômica e social das intervenções.






















