Roma, 27 de fevereiro de 2026 — Em discurso no encontro “Sicurezza sul lavoro e intelligenza artificiale”, realizado no Palazzo Brasini e inserido no evento “Ia e lavoro: governare la trasformazione, moltiplicare le opportunità strategie, fiducia, regole, competenze”, a vice‑ministra do Trabalho e das Políticas Sociais, Maria Teresa Bellucci, destacou a necessidade de uma postura responsável por parte das instituições ao lidar com a inteligência artificial.
“Quella di oggi è una grande occasione per poter comprendere come l’innovazione tecnologica e l’intelligenza artificiale possano essere effettivamente messe a servizio dell’uomo”, afirmou Bellucci durante sua intervenção. A declaração, proferida no âmbito da programação promovida pelo Ministério, sublinha a preocupação institucional com a convergência entre tecnologia e segurança laboral.
Bellucci reforçou que a assunção de responsabilidade sobre o uso das tecnologias é um imperativo: “L’intelligenza artificiale, come ogni progresso, come ogni innovazione è stata inventata dall’uomo, non è nata da sola. Anche perché l’intelligenza artificiale non crea nulla, non inventa. Ma ciò che nasce dall’uomo dovrebbe essere sempre a favore dell’uomo.”
Na mesma linha, a vice‑ministra recorreu a um exemplo histórico para marcar a dimensão ética da questão: “La bomba atomica, ad esempio, è stata inventata da un uomo. Siamo noi che abbiamo la responsabilità per primi, nessuno escluso, di capire che cosa ci vogliamo fare con ciò che noi inventiamo e viene generato da noi stessi.” A analogia serve para lembrar que a tecnologia em si não tem finalidade; sua aplicação é uma escolha humana e política.
Para Bellucci, a assunção de responsabilidade é particularmente exigida das instituições e de quem governa as nações. “E’ per questo che l’assunzione di responsabilità è fondamentale, soprattutto per le istituzioni e per chi si occupa di governare le nazioni” — disse ela, apontando para a necessidade de regras, diretrizes e sistemas de governança claros.
Quanto ao papel prático da tecnologia no desenho de políticas, a vice‑ministra reconheceu que a inteligência artificial pode ser uma ferramenta valiosa: “Quando noi dobbiamo emanare linee guida, regolamenti, sistemi di governance l’intelligenza artificiale ci può essere di grandissimo aiuto.” No entanto, advertiu, a tecnologia não substitui elementos intrinsecamente humanos: “Poi noi ci dobbiamo mettere la testa, il cuore, la coscienza, la consapevolezza, la creatività che ha soltanto l’uomo e che nessuna intelligenza artificiale mai potrà imitare.”
Bellucci apontou limitações específicas do setor: mesmo quando os sistemas se tornam antropomórficos, “l’intelligenza artificiale manca di empatia, di creatività e del genio umano” — lacunas que reforçam a necessidade de intervenção regulatória e formação de competências para trabalhadores e governantes.
O encontro no Palazzo Brasini reuniu especialistas, representantes institucionais e atores do mundo do trabalho para debater a intersecção entre segurança no trabalho e governança da IA. A iniciativa integra um esforço mais amplo do Ministério do Trabalho e das Políticas Sociais para mapear riscos, oportunidades e normas capazes de orientar a transição tecnológica sem desproteção dos trabalhadores.
Fonte: Espresso Italia / Labitalia






















