Às vésperas da reabertura marcada para 5 de fevereiro, o Adler Thermae em Bagno Vignoni reafirma seu posicionamento como referência no turismo termal internacional, centrado em três pilares: rigeneração, longevidade e experiências a km0. Em entrevista exclusiva, Anton Pichler, General Manager do resort desde 2006, detalha a evolução da propriedade e as ações que consolidam a integração entre excelência hoteleira, proteção ambiental e bem-estar.
Localizado na Val d’Orcia, a partir da recuperação de uma cava de travertino desativada, o empreendimento combina arquitetura e termalismo. “Guido il resort dal 2006”, lembra Pichler. “Depois de 20 anos, isto continua sendo um percurso entusiasmante: graças a uma propriedade visionária, podemos melhorar continuamente e testar novas ideias. A maioria dos nossos colaboradores está aqui desde a abertura ou há mais de dez anos, o que garante continuidade e autenticidade à oferta”.
O resort retoma as atividades após pausa de inverno (6 de janeiro a 4 de fevereiro), com programação voltada a tratamentos termais tradicionais, protocolos de bem-estar orientados à prevenção e pacotes pensados para a promoção da longevidade. As propostas coincidem com uma demanda clara: hóspedes que buscam, em ambiente seguro, um retorno à normalidade sem abrir mão de padrões elevados de serviço. “Hoje, o novo conceito de luxo baseia-se na qualidade em cada detalhe, na genuinidade, na atenção às origens e no equilíbrio com o ambiente e a comunidade local”, afirma Pichler.
A relação com o território é descrita por Pichler como um compromisso prático, traduzido no projeto Adler For Planet. O programa define metas anuais compartilhadas entre as unidades do grupo, com foco na gestão responsável de recursos e na tutela do território. Em Toscana, um dos exemplos citados é a participação do resort na concepção de uma rede de 450 km de trilhas cicláveis e pedonais pela Val d’Orcia, pensada para estimular turismo sustentável e conexões de baixo impacto entre comunidade e visitantes.
Além das ações ambientais, a oferta gastronômica do Adler Thermae privilegia fornecedores locais e ingredientes sazonais, reforçando as experiências a km0 — desde menus com produtos da região até experiências sensoriais e roteiros guiados que aproximam o hóspede das tradições rurais. No campo dos tratamentos, as termas utilizam propriedades da água termal local em protocolos de regeneração que combinam técnicas tradicionais e abordagens modernas de prevenção.
Do ponto de vista operacional, Pichler destaca a importância da formação contínua da equipa e da manutenção de padrões que garantam atendimento consistente, mesmo diante de mudanças no perfil do visitante. “Em tempos de incerteza, o hóspede procura um lugar onde possa sentir-se em casa e dedicar-se ao bem-estar com segurança”, observa o GM, reforçando o papel do resort como espaço onde a hospitalidade e a competência técnica se unem.
Na perspectiva de futuro, o Adler Thermae planeja consolidar sua presença internacional sem perder a raiz local: investimentos calibrados em sustentabilidade, projetos comunitários e oferta de programas dedicados à rigeneração e à longevidade para públicos cada vez mais orientados à saúde preventiva. A reabertura de 5 de fevereiro marca, segundo a direção, o reinício de uma temporada que concilia desempenho turístico e responsabilidade ambiental — um modelo que a redação verificou in loco como coerente com as políticas do grupo.
Apuração em campo, cruzamento de fontes e entrevistas com a gestão local sustentam o retrato desta nova fase do resort: uma operação que busca equilíbrio entre serviço de alto padrão e compromisso com o território, com ênfase em práticas sustentáveis e experiências autênticas a favor do bem-estar.






















