Autor: Giulliano Martini
Intervenção da polícia penitenciária impede nova entrega por drone
Um drone com carga ilícita — incluindo drogas e vários celulares — foi interceptado e impedido de pousar nos pátios do presídio G. Salvia, em Poggioreale. A ação foi realizada pela polícia penitenciária, que relatou o bloqueio da operação antes que o material chegasse às mãos de internos. A direção do estabelecimento é conduzida por Giulia Russo.
Segundo levantamento do sindicato Sinappe, a ocorrência reforça um padrão de atuação que vem se repetindo no instituto. Em declaração oficial, Vincenzo Santoriello, secretário-geral adjunto do Sinappe, afirmou que o episódio evidencia o “alto nível de profissionalismo dos agentes” e ressaltou a capacidade de enfrentamento à criminalidade organizada, mesmo em “condições operacionais críticas, marcadas por carência de pessoal e instrumentos”.
O fenômeno dos drones nos presídios: números e contexto
Dados levantados pelo sindicato apontam que, apenas nos últimos dois meses de 2025, as equipes do presídio de Poggioreale apreenderam 200 celulares, cerca de 9 quilos de drogas e interceptaram ao menos 30 drones. Esses números foram cruzados com registros operacionais e relatórios internos, conforme apuração in loco e checagem de fontes sindicais.
O uso de aeronaves não tripuladas para introdução de material proibido em unidades prisionais é descrito por especialistas e agentes como um problema grave e crescente. Além da entrega de entorpecentes, os equipamentos têm sido empregados para transportar objetos que podem facilitar ações criminosas internas, representando risco direto à segurança dos trabalhadores e à ordem dentro das celas.
Reivindicações e medidas propostas
O Sinappe saudou os profissionais envolvidos na interceptação e reiterou pedidos por reforço de efetivos e por investimento em tecnologias adequadas para detectar e neutralizar drones. “É imprescindível o fortalecimento dos quadros e a adoção de ferramentas tecnológicas idôneas”, disse Vincenzo Santoriello, em nota à imprensa.
Representantes sindicais e técnicos apontam medidas imediatas possíveis: sistemas de geofencing, detectores de rádiofrequência, treinamento especializado e cooperação com forças de segurança externas para mapeamento de rotas e possíveis pontos de lançamento das aeronaves.
Conclusão
O caso em Poggioreale traduz a complexidade contemporânea da segurança prisional: enquanto a polícia penitenciária demonstra capacidade operacional, os indicadores coletados mostram uma escalada do problema que exige respostas integradas. A apuração e o cruzamento de fontes indicam que, sem intervenções tecnológicas e aumento de efetivo, episódios semelhantes tendem a se repetir.
Esta reportagem baseia-se em informações fornecidas pelo sindicato Sinappe e em checagem direta dos números relatados pelos agentes em serviço. A realidade traduzida aponta para a urgência de medidas concretas para proteger instalações, internos e trabalhadores.





















