Por Giulliano Martini — Apuração in loco e cruzamento de fontes. Subiu para 1.500 o número de moradores de Niscemi afetados pela chamada zona vermelha em razão do deslizamento que mantém mobilizada a proteção civil local, regional e nacional há mais de 24 horas. A avaliação foi confirmada pelo ministro da Proteção Civil, Nello Musumeci.
As equipes técnicas indicaram, por precaução, a ampliação da faixa de proteção do sopé do precipício, que passou de 100 para 150 metros. A linha de fratura já atinge cerca de quatro quilômetros. Do ponto de vista estrutural, houve um agravamento do quadro: um novo forte deslocamento em direção ao vale foi registrado às 10h, com aumento das alturas das paredes verticais que anteriormente variavam entre 7 e 15 metros e agora alcançam de 30 a 45 metros, deixando diversas residências literalmente suspensas.
O chefe da Proteção Civil regional, Salvo Cocina, detalhou que “consequência desse novo escorregamento, os técnicos do município, os geólogos do Departamento Regional de Proteção Civil e os especialistas do DOC recomendaram a ampliação da largura da zona vermelha desde o bordo da parede: de 100 metros para 150 metros”. Em consequência, a administração municipal procedeu à evacuação adicional de entre 300 e 500 pessoas, elevando o total de evacuados de 1.000 para 1.500.
Musumeci, falando desde a Unidade de Crise em Roma, registrou agradecimentos dirigidos também, em nome da primeira‑ministra Giorgia Meloni, “ao prefetto (representante do governo central), aos administradores municipais, às Forças da Ordem, aos Vigili del Fuoco, aos técnicos e aos voluntários que se empenham para pôr em segurança os cidadãos e reduzir os seus transtornos”. Garantiu ainda que o governo nacional “fará a sua parte até o fim”.
Do ponto de vista da resposta emergencial, o município, com apoio da Proteção Civil, montou uma estrutura de acolhimento na palestra comunal. Várias famílias, porém, optaram por buscar abrigo em segundas residências ou na casa de amigos. As autoridades mantêm linhas abertas para relocação e monitoramento contínuo, enquanto técnicos prosseguem a avaliação da estabilidade do terreno e o rastreamento de possíveis novas fraturas.
Em termos operacionais, a prioridade definida nas últimas horas tem sido a retirada segura de moradores da zona vermelha, o levantamento rápido dos imóveis comprometidos e a instalação de pontos de apoio para atendimento básico. Equipes especializadas em geotecnia seguem com medições e análises para estabelecer cenários e orientar decisões sobre eventuais novas ampliações da área de risco.
Esta reportagem seguirá atualizada conforme novas informações forem confirmadas pelas autoridades competentes. A realidade traduzida neste texto baseia-se exclusivamente no cruzamento de informações fornecidas pela Proteção Civil e por fontes institucionais locais, sem elementos de conjectura.





















