Crans-Montana permanece no centro da investigação após o incêndio que vitimou e feriu um grupo de jovens. Nesta segunda-feira, cinco das seis jovens vítimas italianas foram repatriadas e chegaram à Itália em um voo do Estado. A resposta pública e institucional já se organiza entre luto, cuidados médicos e medidas judiciais.
O ministério da Educação confirmou que, na quarta-feira, 7 de janeiro, todas as escolas italianas observarão um minuto de silêncio em memória das vítimas. “Em um momento de profundo dor, o pensamento da comunidade escolar volta-se para os jovens que perderam a vida em circunstâncias que deveriam ser de leveza e partilha. Com o minuto de silêncio queremos recordar as jovens vítimas e transmitir solidariedade às suas famílias”, declarou o ministro da Educação e do Mérito, Giuseppe Valditara.
Em declarações à emissora Rtl 102.5, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, classificou como “absolutamente não adequadas” as medidas de segurança observadas no local do incidente, considerando o número de pessoas presentes. Tajani acrescentou que as autoridades suíças “intervieram com grande firmeza” para apurar responsabilidades e ressaltou que vários dos feridos italianos estão em condição séria. Atualmente, os feridos receberam transferência para unidades hospitalares italianas, entre as quais o Niguarda, em Milão, e hospitais em Turim. “Garantiremos todas as cuidados possíveis. Será um percurso longo para tratar as queimaduras de grande gravidade, mas estão em boas mãos”, afirmou o ministro.
Do ponto de vista jurídico e de direitos dos cidadãos, o Codacons anunciou que nas próximas horas apresentará um esposto à Procuradoria da República de Milão, solicitando a avaliação da hipótese de strage (equivalente a massacre) em relação ao ocorrido em Crans-Montana. Segundo nota da associação, as primeiras apurações indicam elementos preocupantes: excesso de público no local, ausência ou inadequação das saídas de emergência, graves falhas nas vias de fuga e gestão insuficiente da emergência. Frente a essas circunstâncias, o Codacons argumenta que não se pode descartar a configuração de crime mais grave do que homicídio culposo, por se tratar de condutas omissivas e de alta imprudência que teriam concretizado risco previsível para um grande número de pessoas.
Fontes oficiais italianas e suíças seguem em coordenação, com atenção para a identificação completa das vítimas, o atendimento aos feridos e o suporte às famílias afetadas. Em conformidade com o princípio do “cruzamento de fontes“, as autoridades reforçam que a investigação prossegue sem especulações e com foco na responsabilização dos eventuais responsáveis.
Esta cobertura segue a regra de apuração in loco e confirmação institucional: as informações divulgadas até o momento foram retiradas de comunicados oficiais, entrevistas de ministros e nota do Codacons. A realidade traduzida mostra um cenário de luto, busca por respostas e mobilização médica e judicial entre Itália e Suíça.





























