Por Giulliano Martini — Apuração in loco e cruzamento de fontes em Civitavecchia.
O corpo de Federica Torzullo, 41 anos, desaparecida desde 8 de janeiro em Anguillara Sabazia (província de Roma), foi localizado no terreno da empresa do marido na noite anterior. O principal suspeito, Claudio Carlomagno, encontra-se detido desde então e, durante o interrogatório de garantia realizado em 19 de janeiro perante o procurador de Civitavecchia, Alberto Liguori, exerceu a faculdade de não responder.
Segundo a denúncia, Carlomagno é indiciado por homicídio agravado em razão da relação afetiva com a vítima e por ocultação de cadáver. A decisão de mantê-lo sob custódia policial teve como fundamentação o risco de inflexão da prova: a investigação aponta que ele já teria influenciado uma pessoa informada dos fatos, e a ausência da arma do crime coloca o suspeito em posição de potencialmente obstruir as buscas, apesar de terem sido imediatamente apreendidos a residência, os veículos e as instalações da empresa.
O procurador Liguori qualificou o episódio como um crime “de particular ferocidade”. As autoridades relatam que o corpo foi encontrado praticamente intacto, mas com múltiplos ferimentos: “A vítima foi atingida várias vezes no rosto e em outras partes do corpo”, afirmou o procurador, que detalhou ainda a dificuldade inicial no reconhecimento do cadáver.
As investigações trabalham com a hipótese de uso de uma arma branca, mas não se exclui a participação de outros instrumentos. “Além da arma branca, houve o uso de outros objetos. Aguardamos os resultados da autópsia, delegada hoje e com início previsto para amanhã à tarde”, declarou Liguori.
Havia já indícios materiais que motivaram as apurações: vestígios de sangue foram encontrados na casa do casal, nas roupas de trabalho do marido, em seu automóvel, em uma cava e sobre um equipamento mecânico presente no local de trabalho do suspeito. A polícia interrompeu as escavações quando uma mão aflorou no ponto onde estavam trabalhando os investigadores, aguardando a chegada dos peritos do RIS para diligências técnico-científicas.
O inquérito prossegue em diversas frentes: busca pela arma do delito, exames para verificação da compatibilidade das amostras biológicas e sanguíneas com o perfil genético da vítima e eventual existência de coautoria. “O quadro indiciário contra Carlomagno é robusto; agora aguardamos a convalidação do arresto pelo juiz do processo”, acrescentou o procurador.
As forças envolvidas — Carabinieri, polícia local e proteção civil — mantêm um cordão de isolamento ao redor da empresa enquanto os peritos realizam as coletas e as análises. A investigação segue em caráter sigiloso para preservação das provas e garantia da cadeia de custódia.
Como repórter com rotina de checagem e apuração direta, registro apenas os fatos confirmados pelas fontes institucionais: data do desaparecimento (8 de janeiro), data do achado do corpo (18 de janeiro), interrogatório ocorrido em 19 de janeiro e as declarações oficiais do procurador Alberto Liguori. Qualquer conclusão sobre motivação final, dinâmica completa do homicídio ou possíveis envolvidos adicionais dependerá dos laudos periciais e do andamento das diligências.
Continuarei acompanhando o caso e atualizarei com os resultados da autópsia e dos exames de DNA assim que forem formalmente divulgados pela Procuradoria de Civitavecchia.






















