Por Stella Ferrari — Em uma declaração que combina fé pessoal e teatralidade pública, Conor McGregor afirmou que seu casamento com Dee Devlin foi conduzido por um plano divino. O lutador irlandês, agora oficialmente marido de Dee, publicou em seu perfil no Instagram que a cerimônia ocorreu no dia 12/12 às 12:12 e foi celebrada na Cappella di Santo Stefano degli Abissini, a igreja mais antiga do Vaticano.
Segundo McGregor, detalhes da celebração foram alterados por solicitação direta da Santa Sé: “As 12:12 precisas não estavam nos meus planos. Uma carta do Vaticano chegou apenas uma semana antes, pedindo para antecipar a cerimônia”. O atleta afirmou que não acredita em coincidências: “É claro que não foi uma coincidência. A mão de Deus guiou cada detalhe, confirmando Sua bênção sobre nossa união e Sua presença em minha vida”.
O casamento, realizado 151 dias após seu aniversário — número que, segundo o lutador, em gematria remete ao nome de Jesus Cristo — foi descrito por McGregor como a culminância de prioridades bem calibradas. Em seu post, ele deixou clara a organização da sua escala de valores: em primeiro lugar servir a Deus, seguido por sua esposa Dee, seus quatro filhos — Conor Jr, Croia, Rian e Mack — e, por fim, os pais.
“Ti amo, Dio”, concluiu o campeão, traduzindo em poucas palavras uma mensagem que mistura devoção e simbolismo num momento íntimo porém de visibilidade global. A narrativa de McGregor reforça a dimensão ritual e simbólica de eventos pessoais de figuras públicas: quando o palco é o Vaticano, até a programação do relógio passa a ter significado.
Do ponto de vista de observadora experiente dos mercados e da imagem pública, vejo nessa declaração uma gestão fina de reputação — uma calibragem onde fé, família e performance pública se alinham como um motor ajustado para máxima eficiência comunicacional. Assim como engenheiros definem tolerâncias para obter o melhor desempenho, figuras de alta exposição calibram símbolos para reforçar autoridade e confiança emocional junto a distintos públicos.
Independentemente das leituras simbólicas, os fatos permanecem: o matrimônio ocorreu em uma capela histórica do Vaticano, em horário e data que o próprio McGregor relaciona a um desígnio divino, e foi antecipado por solicitação formal da instituição. A cerimônia e a declaração subsequente reiteram o papel central que a religião ocupa na vida do lutador, tanto quanto sua carreira no octógono já ocupou manchetes — outra forma de performance, com regras e plateia global.






















