Por Giulliano Martini — Apuração in loco e cruzamento de fontes. Após a onda de maltempo desencadeada pelo passagem do ciclone Harry, que deixou rastro de destruição no Sul da Itália, em especial em Sicília, Calábria e Sardenha, as autoridades aceleram a resposta institucional para mitigar danos a empresas, infraestruturas e imóveis particulares.
Está na pauta do dia do Conselho de Ministros convocado pela primeira‑ministra em Palazzo Chigi a declaração do estado de emergência para os territórios atingidos e o consequente financiamento para atender às primeiras urgências. A medida visa garantir a liberação imediata de recursos e a organização das ações de socorro e reconstrução.
No primeiro pomeriggio de domingo, 25 de janeiro, o presidente do Senado, Ignazio La Russa, realizou visita técnica às províncias de Messina e Catania, áreas fortemente afetadas pelo ciclone Harry. Segundo testemunhos colhidos durante a apuração, La Russa afirmou que “vi è da parte di tutte le forze politiche l’intenzione di aiutare questi Comuni colpiti lì dove fa male oltre ogni immaginazione, perché questi sono Comuni che vivono di turismo” e ressaltou a necessidade de agir prontamente diante da proximidade da temporada estiva.
O presidente do Senado percorreu localidades como Letojanni e a frazione balneare de Mazzeo, em Taormina, além de Acitrezza e da cidade de Catania, acompanhado pelo presidente da Assembleia Regional Siciliana, Gaetano Galvagno. As imagens e relatos colhidos no terreno mostram danos extensos ao tecido urbano e à infraestrutura costeira.
Na Locride, em Siderno, o presidente da Região, Roberto Occhiuto, participou de visita institucional para avaliar os prejuízos na faixa costeira ionica do Reggino. A prefeita de Siderno, Maria Teresa Fragomeni, destacou a “impossibilidade de programar a próxima temporada estiva” diante da inacessibilidade a praias e lidos e apelou por intervenção imediata para proteger empregos e negócios do turismo.
Fragomeni afirmou que o município elaborou um projeto de reconstrução com um quadro econômico estimado em cerca de 13,5 milhões de euros, incluindo pedidos por intervenções estruturais de proteção costeira e o repascimento do areal. Em resposta, Occhiuto garantiu “il massimo impegno della Regione affinché arrivino nel più breve tempo possibile le risorse necessarie”, ressaltando a preocupação com o grave fenómeno de erosão costeira que tem apagado metros de praia.
O diagnóstico é claro: a rapidez na liberação e execução dos fundos é crítica para evitar que atrasos comprometam de forma irreversível a temporada turística. Nas próximas horas e dias, espera‑se a formalização do estado de emergência e a alocação das verbas iniciais, além do anúncio de fundos adicionais que completem as medidas já previstas.
Esta reportagem segue em atualização permanente com dados oficiais, levantamentos locais e acompanhamento das decisões do Conselho de Ministros.






















