AGI — Um incidente ocorrido na manhã de ontem voltou a colocar sob escrutínio a segurança em estabelecimentos de ensino de La Spezia. Segundo apuração in loco e cruzamento de fontes, os carabinieri foram chamados ao Instituto Superior Capellini-Sauro após uma cadeira de plástico ser arremessada de uma janela do primeiro andar e cair no pátio interno.
A aluna de 18 anos atingida pela queda da cadeira foi encaminhada ao hospital, medicada e liberada em seguida; ferimentos foram classificados como não graves pelas equipes médicas. Fontes qualificadas informaram à reportagem que, frente à chegada das viaturas e da ambulância, vários estudantes que testemunharam o fato riram do ocorrido, sem registrar condenação explícita ao gesto, e chegaram a considerar a mobilização das autoridades exagerada.
O autor do arremesso é um estudante minorenne, matriculado no primeiro ano, que foi notificado à Procura dos Menores de Gênova. Conforme apurado, o jovem não teria a intenção de atingir ninguém: tratou-se, segundo relatos coletados, de um ato de goliardia que acabou resultando em lesão.
O caso ocorre em contexto sensível para a cidade: em 16 de janeiro um adolescente de 18 anos, Youssef Abanoub, foi morto por uma facada desferida por um colega no Istituto Chiodo, também em La Spezia. Naquele episódio, o agressor — um jovem de 19 anos identificado como Zouhair Atif — teria agido após uma disputa de caráter aparentemente ciumento. O professor presente conseguiu desarmar o atacante pouco antes da chegada da polícia.
Em resposta ao homicídio de janeiro, os ministros da época, Giuseppe Valditara e Matteo Piantedosi, assinaram uma circular com medidas destinadas a reduzir o porte de armas brancas entre jovens. Entre as providências previstas está a possibilidade de instalação de metal detector em escolas, mediante solicitação das direções escolares em articulação com prefeturas e questuras.
O episódio no Capellini-Sauro reacende o debate sobre comportamento estudantil, protocolos de segurança e a eficácia das medidas administrativas recentemente propostas. Da apuração realizada pela reportagem, fica claro que há um hiato entre a percepção de risco dentro do ambiente escolar por parte de alguns estudantes e a avaliação das autoridades e profissionais de saúde.
Procedimentos legais foram instaurados: além da notificação à Procura dos Menores de Gênova, as autoridades escolares abriram investigação interna para identificar circunstâncias e eventuais responsabilizações disciplinares. A ocorrência será acompanhada pelas forças de segurança e pela rede de proteção à criança e ao adolescente, visando evitar repetição de eventos semelhantes.
Esta redação continuará o acompanhamento do caso, com apuração contínua junto a diretores, representantes da autoridade judiciária juvenil e fontes médicas, para atualizar eventuais desdobramentos.






















