Um base jumper austríaco, residente em Viena, morreu na manhã deste domingo após um salto do Monte Brento, na Valle del Sarca. A ocorrência representa a segunda morte ligada a saltos extremos ou prática de esportes de montanha em poucos dias na região, após o falecimento de um homem esloveno de 39 anos no dia 1º de janeiro entre a Val di Ledro e o Lago di Garda. Apuração in loco e cruzamento de fontes oficiais confirmam os fatos descritos a seguir.
Segundo relato das equipes de socorro, o homem estava acompanhado por um amigo que filmava o salto a partir do denominado exit Spartacus. Na sequência do lançamento, o atleta perdeu o controle da trajetória e impactou um pendio íngreme na parede abaixo, rolando por uma encosta escarpada antes de permanecer imóvel.
O companheiro do falecido acionou o Número Único de Emergência 112 por volta das 09:00, informando a queda. O chamado motivou imediato despacho de meios aéreos e de equipes de resgate especializadas. Um helicóptero realizou um primeiro sobrevoo e localizou rapidamente o ponto do acidente.
No local compareceu o helicóptero de resgate, enquanto quatro operadores da Estação Riva del Garda do Soccorso Alpino e Speleologico Trentino foram mobilizados e posicionaram-se em prontidão na localidade de Gaggiolo di Dro. Durante a ação, um técnico de elisoccorso e a equipe médica foram verricellados até o local do impacto. Ao chegaram, os socorristas apenas puderam constatar o óbito do praticante.
Após a obtenção do rispetto das autoridades competentes para a remoção do corpo, o helicóptero realizou uma nova operação: recolheu três dos quatro socorristas que aguardavam na piazzola e os verricellou na parede para auxiliar na operação de recomposição da salma. Em seguida, o corpo foi elitrasportado até Gaggiolo di Dro, onde permaneceu à disposição das autoridades judiciais e sanitárias para os procedimentos legais.
Fontes institucionais confirmam que as circunstâncias do acidente serão objeto de investigação para apurar eventuais responsabilidades, condições da prática e fatores ambientais que possam ter contribuído para a perda de controle durante o salto. Trata-se de procedimento padrão em incidentes com vítimas fatais em paredões e zonas de alto risco.
Este episódio reforça o alerta sobre os riscos inerentes ao base jumping em ambientes alpinos: vento, mudanças súbitas de microclima, e a complexidade das manobras próximas a paredes verticais elevam substancialmente a probabilidade de acidentes graves. O registro de duas mortes em sequência na área nos últimos dias eleva a necessidade de maior fiscalização e de campanhas de prevenção voltadas a praticantes e visitantes.




























