Valanga em Punta Leysser, no Valle d’Aosta, deixou um saldo trágico após operação de resgate dificultada por condições meteorológicas severas. A avalanche ocorreu a 2.550 metros de altitude e envolveu cinco scialpinisti (esqui-alpinistas): três saíram ilesos e dois foram soterrados e resgatados posteriormente.
Segundo os comunicados oficiais, os três que permaneceram ilesos conseguiram alertar o soccorso alpino local. As equipes de resgate do Valle d’Aosta foram imediatamente mobilizadas, mas enfrentaram vento forte e baixa visibilidade que impediram a decolagem de um elicottero. Diante do risco para uma equipe aérea completa, foi decidido enviar ao local uma equipe reduzida de oito pessoas, deslocando-se com esquis até o sítio da avalanche.
Os socorristas chegaram ao local e trabalharam sob condições adversas para localizar e desenterrar as duas vítimas. Um dos esquiadores foi extraído em condições gravíssimas e, apesar do transporte posterior ao pronto-socorro, veio a óbito durante o atendimento médico. O segundo resgatado foi encaminhado para avaliação diagnóstica e, conforme os boletins iniciais, não apresenta quadro grave.
Enquanto parte da equipe operava no local, uma outra equipe de reserva ficou em prontidão para eventual reforço. Com o passar das horas houve melhora nas condições meteorológicas: o vento diminuiu e a visibilidade aumentou, permitindo enfim a utilização do elicottero para reforçar o transporte dos feridos até a unidade hospitalar mais próxima.
Este episódio reforça o caráter imprevisível e perigoso das escaladas e atividades de esqui fora de pista em alta montanha. Em informes técnicos, as autorida-des de resgate destacam que ventos fortes e baixa visibilidade aumentam substancialmente a complexidade das operações de salvamento, obrigando decisões táticas que priorizam a segurança das equipes.
Apuração junto aos comunicados oficiais e cruzamento de fontes mostram os fatos brutos: cinco envolvidos, três sem ferimentos, dois soterrados, uma vítima em estado crítico que não resistiu no pronto-socorro e outro em avaliação. A ação do soccorso alpino valdostano, que optou por um contingente reduzido em solo antes de empregar helicóptero, foi determinante para a extração em condições adversas.
Continuaremos a acompanhar as atualizações das autoridades locais sobre as identidades, as causas da avalanche e eventuais investigações técnicas que avaliem a dinâmica do acidente. O registro deste caso entra no compêndio de análise de risco em terreno alpino, com foco em prevenção e procedimentos de emergência.
Esta matéria segue o princípio da reportagem pura: informação direta, verificação de fontes e relato dos fatos sem conjecturas. A realidade traduzida em pontos essenciais para leitores que buscam clareza e rigor jornalístico sobre acidentes em montanha.






















