Por Giulliano Martini — Apuração in loco e cruzamento de fontes apontam para um episódio de violência que ocorreu há cerca de dez dias na praça à beira-mar do município de Silvi, na província de Teramo. Um jovem de 17 anos, com deficiência, foi vítima de agressão física por parte de colegas. O caso, que ganhou repercussão nas redes sociais, motivou a abertura de inquérito pela Procura da República para os menores de L’Aquila.
De acordo com a reconstrução feita pelo pai da vítima em depoimento à polícia e confirmada por testemunhas ouvidas nesta reportagem, o adolescente, que frequenta um instituto de ensino médio, vinha sendo alvo de episódios de bullying por um grupo de coetâneos ao longo das últimas semanas. O pai relatou que havia comprado recentemente um celular para o filho, com a finalidade de ampliar sua autonomia e facilitar a participação em momentos de socialidade.
Segundo o relato, o rapaz foi abordado na praça por um grupo de jovens que, entre risos e provocações, lhe tomaram o aparelho. Em seguida, os agressores teriam erguido o adolescente e o lançado para dentro de um caixote de lixo localizado no lado voltado ao mar. A primeira vez o jovem conseguiu sair sozinho do contêiner, mas foi novamente atirado ao interior do mesmo equipamento e, desta vez, agredido com um bastão.
Passantes que presenciaram a cena intervieram, passaram a gritar contra os agressores e acionaram as forças de segurança. As autoridades policiais compareceram ao local em tempo reduzido. A vítima foi encaminhada ao pronto-socorro do hospital de Atri, onde recebeu atendimento e teve a lesão avaliada com prognóstico de 10 dias.
A investigação da Procura da República para os menores de L’Aquila já identificou e indiciou dois menores como envolvidos na agressão. As primeiras audições de pessoas informadas sobre os fatos foram realizadas pelos investigadores e integram o inquérito. Fontes judiciais informam que o procedimento busca esclarecer a dinâmica completa do episódio, bem como possíveis conivências e a extensão de participação de outros menores.
O caso expõe, em forma crua, a interseção entre violência juvenil e vulnerabilidade: trata-se de um jovem em condição de deficiência que, segundo familiares, vinha sofrendo repetidas humilhações. O episódio gerou reação imediata na comunidade local e em redes sociais, onde imagens e relatos começaram a circular e a impulsionar a investigação.
Do ponto de vista legal, trata-se de uma apuração sob a competência da justiça juvenil, que prevê procedimentos específicos para menores autoras de infrações. A Promotoria enfatiza a necessidade de proteção da vítima e a adoção de medidas cautelares compatíveis com a legislação para menores, ao mesmo tempo em que apura a materialidade e autoria dos fatos.
Esta redação mantém o acompanhamento das diligências e seguirá com o cruzamento de documentos e depoimentos para atualização do quadro processual. A realidade traduzida pelos fatos brutos indica um episódio grave de agressão e humilhação de pessoa vulnerável, que segue em investigação e suscita questionamentos sobre prevenção, vigilância e responsabilidade social em espaços públicos.






















