Claudio Amendola afirmou, em entrevista ao Corriere della Sera, que foi alvo de diversas formas de corteggiamento ao longo da carreira. Com linguagem direta e sem rodeios, o ator descreveu táticas que iam de bilhetes e olhares atravessados até a cumplicidade de garçons: “As mulheres, quando querem, são mais diretas do que nós homens: bilhetes, línguas de uma mesa para outra, garçons coniventes”, declarou.
Segundo Amendola, as abordagens mais apressadas chegavam a oferecer “só meia hora”. Sua resposta padrão, contou, provocava surpresa: “Mas você sabe com quem eu estou?”. “Vi caras estupefatas”, disse o ator, relatando o efeito da sua reação diante das investidas.
Em seguida, o ator abordou a separação de longa data da atriz Francesca Neri, com quem esteve por 25 anos até o anúncio do fim do relacionamento em 2022. “Em determinado momento as coisas mudam: as linhas que se cruzavam deixam de se cruzar. Acontece algo e não conseguimos deter”, afirmou. A declaração reafirma a versão de um término marcado pela naturalidade do desgaste e pela impossibilidade de reconciliação.
Sobre a relação pós-separação, Amendola explicou que permanece um sentimento profundo e o vínculo familiar: “Resta um grande amor e um filho, Rocco”. O ator observou que, mesmo com 26 anos, o filho sofreu com a separação: “Paradoxalmente, fiquei satisfeito com isso: significa que aos olhos dele éramos um belo casal”.
Amendola ainda comentou a manutenção de privacidade após o anúncio do término: ambos preferiam locais discretos, longe do chamado “turismo de elite”. “Quanto mais estrangeiros havia, melhor. E quando nossa história acabou, as pessoas respeitaram nosso desejo de reserva”, disse, lembrando que a coincidência de separações de outras figuras públicas ajudou a desviar a atenção midiática.
Em autocrítica, o ator admitiu que “nem sempre foi fiel”, mas afirmou que com Francesca Neri descobriu “o valor da fidelidade”, a “orgulhosa entrega de amar totalmente”, mesmo sem confessar a ela que outras tentativas de conquista haviam ocorrido.
Amendola comentou ainda o papel familiar: tornou-se avô aos 47 anos, mas prefere definir-se como pai presente. “Como avô sou um desastre: não tenho tempo, domingo sempre tenho compromissos. Mas como pai estive presente”, disse, lembrando também das filhas mais velhas, Alessia e Giulia, fruto de relacionamentos anteriores, nascidas quando ele tinha 20 anos, enquanto Rocco chegou quando ele tinha 36.
O relato de Claudio Amendola reúne observações pessoais sobre relações amorosas, concisão nas respostas e avaliação franca do próprio comportamento. A narrativa mantém-se alinhada aos fatos públicos: anos de união com Francesca Neri, o fim da relação em 2022 e a convivência contínua em torno do filho em comum.






















