Por Giulliano Martini — Apuração e cruzamento de fontes. A Itália entra em um período prolongado de instabilidade meteorológica. Segundo o meteorologista Lorenzo Tedici, do iLMeteo.it, estamos em um verdadeiro túnel perturbado provocado por frentes atlânticas que devem trazer chuva recorrente por pelo menos duas semanas.
O quadro detalhado, após análise técnica das previsões, é o seguinte: ainda há chuvas residuais hoje no Centro-Sul. Em seguida haverá uma pequena trégua, que deve terminar já no meio da tarde de amanhã, quando o cenário se deteriora de forma sensível sobre a Ligúria e em todo o Noroeste, além da Sardenha e da Alta Toscana.
Entre a noite de terça e a madrugada de quarta-feira uma nova perturbação desloca-se rapidamente do Atlântico em direção ao continente, causando precipitação significativa e, em trechos do Piemonte meridional, neve em cotas relativamente baixas. As projecções apontam que quarta-feira será o dia mais adverso: um ciclone afetará grande parte do país com chuva intensa no Centro-Norte e na Campânia, ventos de burrasca em boa parte do território e acumulados de neve nas Alpes acima de 700–1000 metros.
O Sul, segundo Tedici, não deverá ser atingido por novas chuvas até quinta-feira, mas não se exclui um retorno do mau tempo ao Meridione em seguida. A sequência de frentes atlânticas que vem do oceano determina um padrão de precipitação frequente e intermitente, o que aumenta o risco de eventos localizados de inundação e de ventos fortes costeiros.
Quanto à tendência do inverno, as projeções até meados de fevereiro indicam condições não especialmente frias, porém persistentes em termos de chuva. Nos modelos estocásticos e nas previsões sazonais há ainda a possibilidade — não descartada — de um último impulso invernal entre a segunda metade de fevereiro e a primeira décade de março, que poderia trazer um episódio de ar frio mais incisivo.
Em termos de impacto prático: autoridades regionais e defesa civil devem monitorar enchentes urbanas e pequenos rios, operadores de transporte marítimo e aéreo precisam prever interrupções por vento e mar agitado, e as áreas alpinas devem que se preparar para acumulação de neve em altitudes médias. A recomendação técnica é a de atenção redobrada nas próximas 48–72 horas, com atualização diária das previsões e observação dos boletins locais.
Esta reportagem foi construída com base em declarações técnicas de meteorologistas especializados e no cruzamento dos principais modelos de previsão. A realidade traduzida é simples: a Itália enfrenta um período de *maltempo* contínuo; o pior momento é esperado para quarta-feira, com riscos relevantes de chuva forte, ventos e neve em áreas altas.






















