Por Riccardo Neri — A OPPO apresenta na Itália a série Reno15, posicionada não apenas como um dispositivo fotográfico, mas como um verdadeiro travel camera phone desenhado para acompanhar a experiência de viagem. O conceito central é simples: o aparelho deve viajar com o usuário, registrando e editando memórias sem interromper o fluxo da experiência.
Jessica Chuang, chefe de marketing da OPPO na Itália, sintetiza a abordagem ao afirmar que, no país, deslocar-se é um ritual cultural. A imagem fotográfica deixou de ser apenas uma captura: tornou-se uma linguagem pessoal para contar viagens de modo autêntico e espontâneo. É a partir desse insight que a marca estruturou o Reno15 em torno de fotografia, vídeo e ferramentas integradas de edição.
Do ponto de vista prático, o dispositivo reúne três pilares: câmeras pensadas para a diversidade do relato visual, suporte de energia para longas jornadas e algoritmos que funcionam como infraestrutura invisível. A bateria de longa duração e a recarga rápida são enfatizadas como componentes essenciais para que o usuário não perca um pôr do sol ou um encontro inesperado durante a rota.
No centro da proposta está a inteligência artificial, mas tratada como elemento de simplificação. Chuang reforça que a IA deve ser sinônimo de simplicidade: em vez de expor tecnicismos ao usuário, o sistema atua de forma discreta, ajustando exposição, contraste e tons conforme a luz e o ambiente reais. Essa camada de inteligência opera como o sistema nervoso do aparelho — discreta, adaptativa e orientada a preservar a naturalidade das cenas.
Uma das funções destacadas é a AI Motion Popout, projetada para dar dinamismo às imagens, fazendo com que elementos-chave pareçam emergir da cena. É um recurso pensado para tornar narrativas visuais mais interativas, sem demandar edição pesada do usuário.
Na seção fotográfica, a OPPO optou por não sacrificar preferências: o Reno15 combina um selfie ultra-wide para incluir grupos e contexto — importante nos rituais sociais que cercam o ato de fotografar — com uma lente tele para retratos que isola o sujeito com precisão, mesmo em movimento. Essa escolha operacional reflete uma leitura sobre hábitos italianos: o mesmo usuário quer tanto o retrato intimista quanto o registro compartilhado do grupo.
O público-alvo priorizado são os content creators, definidos como usuários que constroem histórias em tempo real e demandam ferramentas versáteis, do selfie espontâneo ao vlog dinâmico. Contudo, o recorte ‘travel’ é ampliado para quem circula no dia a dia: trata-se de um smartphone que se adapta a ritmos variados, acompanhando deslocamentos urbanos e viagens.
Para 2026, a OPPO busca uma identidade clara: ser reconhecida como a marca que converte tecnologia em expressão pessoal — uma inovação que coloca a experiência humana no centro. Em termos de infraestrutura digital, o Reno15 pretende ser mais do que performance bruta; quer ser a camada que facilita a narrativa, integrando hardware, bateria e algoritmos como alicerces de um ecossistema de criação.
Em suma, o Reno15 é pensado como uma ferramenta para quem vive o momento e precisa que a tecnologia se torne um amplificador discreto desse viver, não um obstáculo. Para a OPPO, a aposta é que a combinação de câmeras versáteis, IA que não complica e autonomia operacional seja suficiente para destacar o produto em um mercado competitivo.



















