Na última semana a Oppo lançou a nova geração da linha Reno e testamos por cerca de sete dias o modelo topo desta família: o Oppo Reno15 Pro 5G. A marca apostou em um form‑factor pensado em quem prefere um aparelho mais compacto sem abrir mão de tela grande e especificações avançadas.
Em medidas, o dispositivo fica pouco acima de 15 cm de altura e pouco mais de 7 cm de largura. Esse tamanho lembra smartphones de 2017, porém a redução das bordas permite um painel de 6,3″ OLED, maior que os 5,5–5,8″ daquela época. É uma abordagem arquitetônica: reduzir os caixilhos para ampliar a área útil do display, como otimizar um corredor numa malha urbana para melhorar o fluxo.
No acabamento traseiro o design é próximo à geração anterior, com pequenas alterações na disposição do conjunto de lentes e novas cores. O exemplar que analisamos é o Aurora Blue, cujo padrão no vidro traseiro provoca efeitos de refração que lembram uma aurora conforme o telefone é inclinado — um detalhe estético útil para diferenciação no varejo.
O display é um dos pontos fortes do aparelho: o painel OLED entrega boa reprodução de cores em cenários de uso distintos — incluindo jogos — sem causar cansaço visual em sessões mais longas. A fluidez foi consistente durante os testes, com animações e rolagens sempre suaves.
No núcleo do Oppo Reno15 Pro 5G está o Mediatek Dimensity 8450, um System on Chip com CPU octa‑core onde o núcleo mais potente alcança 3,25 GHz, e GPU Mali‑G720 MP7. O aparelho que avaliamos vinha com 12 GB de RAM. Em uso cotidiano o smartphone mostrou-se muito fluido, sem hesitações. Em tarefas gráficas o chip da MediaTek suporta jogos a 60 FPS em configurações altas/medio‑altas; para reconhecer 120 FPS é recomendável reduzir as configurações visuais.
Como exemplo prático, rodando Call of Duty Mobile em qualidade máxima o frame rate oscilou entre 58 e 62 FPS; ao diminuir as configurações para médio, mantivemos entre 119 e 122 FPS. Isso confirma que a plataforma busca um equilíbrio entre desempenho e consumo, uma espécie de malha de distribuição de recursos entre núcleos para manter estável o fornecimento de performance.
Na parte fotográfica, os testes foram limitados por condições meteorológicas desfavoráveis, mas os pontos fortes ficaram claros. A câmera frontal traz um sensor de 50 MP (Samsung JN5) e lente ultrawide, facilitando selfies de grupo e gravações frontais com boa captura de detalhes e cores tanto em modo ultrawide (0,6x) quanto em 1x.
No conjunto traseiro, a câmera principal aposta no sensor ISOCELL HP5 de 200 MP. Este sensor já é conhecido por oferecer alta resolução e flexibilidade de recorte e binning em diferentes condições de luz. Em nossos disparos, mesmo com céu fechado, a fidelidade de cores e o detalhamento proposto pelo sensor mostraram-se como o principal atrativo do Reno15 Pro: é a aposta da Oppo em transformar pixelização bruta em informação fotográfica útil.
Em resumo, o Oppo Reno15 Pro 5G se posiciona como um aparelho que combina dimensões reduzidas com componentes de nível superior: tela OLED, um SoC moderno, e um sistema fotográfico centrado no sensor de 200MP. Para quem busca um smartphone mais manejável no dia a dia — sem ceder à tendência dos displays gigantes — o Reno15 Pro traz uma arquitetura coerente entre hardware, software e usabilidade.





















