O Festival de Sanremo chega à sua 76ª edição em 2026 e, para além da experiência presencial no Teatro Ariston, a maior parte do público acompanhará a competição pela tela. O evento abre em 24 de fevereiro e termina em 28 de fevereiro, com exibições diárias na Rai 1 a partir das 20h40.
Na prática, a difusão do festival segue o padrão dos últimos anos: quem estiver em casa pode assistir ao vivo pela televisão tradicional, mas a alternativa digital tornou-se o canal primário para muitos. A plataforma oficial de streaming é a RaiPlay, que retransmite o sinal exatamente como na TV. O serviço está disponível via navegador (acesso direto pelo site da Rai) e por aplicativos móveis, tanto no Google Play quanto na App Store. Essa flexibilidade transforma o acesso em algo parecido com um sistema de distribuição: múltiplas portas para o mesmo fluxo de dados.
Para os italianos que vivem fora do país e querem acompanhar o festival, é preciso levar em conta as restrições geográficas. A transmissão pela RaiPlay costuma exigir um endereço IP italiano para liberar o conteúdo. Nesse cenário, o recurso técnico para contornar o bloqueio é uma VPN — uma rede privada virtual que permite que o dispositivo pareça conectado a partir de outro país. Após instalar uma VPN, basta escolher um servidor com IP italiano para que o streaming funcione normalmente. Em termos de infraestrutura, pense na VPN como um túnel que reconecta sua sessão ao «nó» italiano da rede.
Além da imagem e do som transmitidos pela Rai, a cobertura radiofônica acompanha a programação: a Rai Radio 2 volta a oferecer o acompanhamento tradicional. Nos últimos anos, o programa Aspettando Sanremo funcionou como prelúdio às noites do festival, começando por volta das 20h. Para 2026, a estação lançou uma iniciativa que busca envolver criadores e ouvintes: Remosan.
A proposta do Remosan é direta e alinhada ao dinamismo das redes: se você tem uma canção inedita, absurda ou totalmente no-sense, grave um vídeo de 60 segundos, publique em seu perfil nas redes sociais, mencione @rairadio2 e use as hashtags #Remosan e #Sanremo2026. A chamada busca não apenas conteúdo — ela procura pela curiosidade coletiva, transformando o público em uma pequena rede de microprodutores que alimentam a narrativa do festival.
Falando em redes, os socials não ficam em silêncio. Plataformas como X (antigo Twitter) se tornaram, nos últimos anos, o fórum de comentários em tempo real: reações, ironia e memes formam o contraponto à transmissão formal. Essa camada social atua como um sistema nervoso paralelo ao sinal principal—capturando humor, críticas e tendência em micro-instantes.
Resumo prático para quem quer assistir:
- Assista pela Rai 1 a partir das 20h40 (24 a 28/02/2026).
- Use RaiPlay via navegador ou aplicativo para streaming ao vivo.
- Se estiver no exterior, configure uma VPN e conecte a um servidor com IP italiano.
- Ouça a cobertura complementar na Rai Radio 2 e participe do Remosan com vídeos de 60s usando #Remosan e #Sanremo2026.
Do ponto de vista de quem observa a arquitetura digital, Sanremo é mais que um evento musical: é uma operação complexa em que transmissão linear, plataformas on-line, redes privadas virtuais e interações sociais compõem camadas de entrega e engajamento. Para o público na Itália e na Europa, entender essas camadas permite escolher a porta de acesso mais eficiente ao festival: a televisão como alicerce, o streaming como ramificação e as redes como o sistema nervoso que registra o pulso cultural em tempo real.






















