Por Riccardo Neri — O mapa da mobilidade estudantil para 2025 mostra que a escolha da cidade vai além do prestígio acadêmico, integrando decisões sobre custo de vida e oportunidades profissionais. Segundo dados da plataforma HousingAnywhere, Milão segue sendo a cidade mais procurada, concentrando 24,6% da demanda nacional. No entanto, há uma redistribuição gradual do interesse, com polos como Bolonha e Turim ganhando tração.
Na sequência, Roma responde por 19,6% das buscas, enquanto Florença mantém uma fatia estável de 13,2%. O levantamento revela que a atratividade das cidades universitárias passa por camadas: qualidade acadêmica, custo da estadia e perspectivas de inserção no mercado de trabalho compõem o sistema nervoso que orienta a decisão dos estudantes.
Ao analisar a evolução da procura no último ano, observam-se variações regionais significativas. Bolonha subiu de 7,9% para 8,3% da demanda; Turim avançou de 8,8% para 9,1%; e Pádua passou de 6,8% para 7,0%. Em contrapartida, Veneza registrou uma ligeira queda para 1,5%. No Mezzogiorno, Nápoles consolida um padrão de crescimento, atingindo 1,8% das pesquisas.
Esses deslocamentos apontam que os estudantes ampliam o horizonte geográfico, buscando polos alternativos capazes de oferecer um equilíbrio entre prestígio e acessibilidade. Em termos de infraestrutura socioeconômica, as cidades que crescem na preferência parecem oferecer melhores corredores de mobilidade, ecossistemas de emprego e uma relação custo-benefício mais clara.
No front dos custos, o quarto trimestre de 2025 apresenta um quadro heterogêneo. Milão permanece a praça mais cara com um aluguel médio de €664 mensais, embora tenha sofrido uma leve queda em relação ao ano anterior. Já Roma mostrou um aumento expressivo de 4,8%, alcançando €650. Nápoles distingue-se no Sul pelo maior crescimento anual (+4,4%), com média de €470.
Bolonha mantém um valor médio elevado de €660, mas registra a maior queda anual (-6,4%). Em uma faixa intermediária, aparecem Florença (€600), Turim (€530) e Pádua (€528). Pisa segue entre as mais acessíveis, com média de €400 mensais.
Num mercado marcado por disparidades territoriais e variações não uniformes, o acesso a dados atualizados funciona como uma bússola para planejamento: avaliar a qualidade dos cursos é necessário, porém insuficiente sem considerar o impacto econômico da permanência fora da cidade de origem. A leitura desses indicadores é parte do alicerce digital que sustenta a decisão estudantil — o algoritmo como infraestrutura que mapeia riscos e oportunidades.
Para quem planeja a experiência universitária, recomenda-se consultar os relatórios e opções disponibilizadas pela HousingAnywhere, que agregam oferta e demanda e permitem comparar cenários por cidade. No contexto das políticas urbanas e do mercado de habitação estudantil, entender essas dinâmicas é essencial para desenhar soluções habitacionais eficientes e sustentáveis.
Conclusão: em 2025, Milão lidera a procura, mas o fluxo de estudantes demonstra uma distribuição mais sofisticada e estratégica entre cidades. A combinação entre dados de procura e evolução dos aluguéis oferece um painel crítico para estudantes, universidades e planejadores urbanos que operam no sistema nervoso das cidades europeias.






















