O tradicional encontro de fim de semana no sofá televisivo retorna com força. Em mais uma edição de Verissimo, Silvia Toffanin recebe uma série de nomes que prometem transformar o programa num espelho do nosso tempo: entrevistas íntimas, celebrações pessoais e relatos que pedem por mais que emoção — pedem por sentido.
Neste sábado, 14 de fevereiro, e domingo, 15 de fevereiro, no Canale 5, o palco de Silvia Toffanin se abre para histórias que cruzam arte, memória e compromisso social. Entre os destaques, a primeira entrevista em estúdio do jovem ator de grande talento Saul Nanni, que chega com o filme La gioia. É um momento para observar como a nova geração do cinema traduz emoções contemporâneas — o roteiro oculto da nossa sensibilidade coletiva.
A celebração pessoal também ganha espaço: os 40 anos de Melissa Satta serão tema de conversa, em que a figura pública revisita escolhas e imagens que a acompanharam. Em paralelo, Marina La Rosa promete discussões carregadas de intensidade emocional, enquanto o coreógrafo e diretor Luciano Cannito conta sua trajetória artística, traçando conexões entre disciplina e criação.
Um dos momentos mais tocantes será a reflexão sobre família e adoção. Luca Trapanese, pai de Alba — uma menina com síndrome de Down que adotou sendo solteiro em 2018 — compartilha seu projeto de vida e a potência transformadora de assumir parentalidades não convencionais. Sua história é, ao mesmo tempo, ato pessoal e comentário cultural sobre o que entendemos por amor e responsabilidade.
Entre as presenças históricas, a energia de Rita Pavone será acolhida com a sensibilidade e experiência que marcam sua trajetória; já Fiordaliso chega à vigília de um aniversário significativo, oferecendo ao público uma pausa para contemplação.
No plano das relações contemporâneas, o programa reserva a primeira entrevista de casal para Rocco Casalino e seu companheiro Alejandro, prometendo um olhar sobre visibilidade afetiva e vida pública. Também estarão no estúdio Rosita Celentano e Rossella Brescia, enquanto o romance nascido na casa do Grande Fratello entre Helena Prestes e Javier Martinez celebra o primeiro ano de amor.
Fechando a pauta com um tom grave e necessário, Sabrina e Luca, pais de Alex Marangon, trazem ao programa a dolorosa busca por verdade sobre a morte do filho, ocorrida em junho de 2024, na província de Treviso, em circunstâncias ainda pouco claras. É esse entrelaçar de entretenimento e responsabilidade pública que transforma o Verissimo em mais que um talk show: um espaço onde se costuram relatos pessoais e demandas sociais.
Ao observar o mosaico de convidados, percebe-se uma semiótica do viral e da intimidade: cada depoimento desenha um fragmento do imaginário coletivo, e a curadoria de Silvia Toffanin funciona como lente que amplia as tensões entre memória e presente. Assistir ao programa é, portanto, revisitar o roteiro oculto que orienta nossos afetos e interpretações culturais.
Na expectativa por entrevistas que prometem tanto emoção quanto reflexão, o fim de semana do Verissimo surge como cenário de transformação — um convite a ouvir histórias que nos questionam e nos mantêm atentos ao que o entretenimento revela sobre nós mesmos.






















