Por Chiara Lombardi — Em mais um capítulo de uma rixa que já atravessou reality shows e programas diurnos, Valeria Marini anunciou ter apresentado queixa-crime contra Antonella Elia por diffamazione (difamação), motivada por declarações proferidas na edição de 6 de janeiro do programa “Bella Mà”. A informação foi revelada durante a participação da atriz e showgirl no programa “Storie al Bivio”, conduzido por Monica Setta, cuja transmissão está prevista para sábado, 17 de janeiro, na Rai2.
O episódio que reacendeu a tensão ocorreu quando Elia sugeriu a impossibilidade de convívio profissional entre as duas — «O me o lei, non possiamo starti simpatiche tutte e due» — numa troca de farpas com o apresentador Pierluigi Diaco. Embora parte do insulto tenha sido apenas insinuada com os lábios, a gravação e a repercussão obrigaram Marini a tomar medidas legais. «Ho denunciato Antonella Elia, l’ho querelata per diffamazione dopo le sue dichiarazioni a “Bella Mà” che mi hanno profondamente offesa», declarou a artista, informando que a queixa foi registrada no sábado anterior, com a assistência da advogada Laura Sgrò.
Há uma camada de história por trás do embate: as atrizes já haviam protagonizado episódios de confronto público nas edições do Grande Fratello Vip de 2020, que culminaram em discussões acaloradas e gestos ríspidos em direto. O conflito não é apenas um choque de personalidades, mas um pequeno espelho do entretenimento contemporâneo, onde a câmera transforma desentendimentos num espetáculo e onde as palavras — mesmo sussurradas ou mimadas — têm peso jurídico e simbólico.
Além do tema judicial, a entrevista com Marini abriu espaço para revelações pessoais. A artista disse estar novamente apaixonada e revelou que namora discretamente há meses com um homem que conheceu num evento; ele teria lhe dado um iPhone de presente no Natal. A confissão vem acompanhada da reconstrução de uma narrativa íntima mais pesada: o primeiro casamento com Giovanni Cottone foi descrito como uma experiência traumática. Marini relatou ter sido abandonada na primeira noite de núpcias, com a sensação de ter sido enganada, e com intenção de anular a cerimônia dias antes — o que ocorreu formalmente após quatro meses.
O reencontro com laços familiares também aparece no roteiro: a relação com a mãe, Gianna Orrù, foi reatualizada, e Valeria descreveu um Natal feliz em família, com a mãe «tornando-se novamente a mulher forte e doce de sempre». A peça final da narrativa pessoal foi a menção a Vittorio Cecchi Gori, com quem mantém contato: «Ci sentiamo ancora, l’ho aiutato anche economicamente nel periodo più buio della sua vita», disse, confirmando que parte dos valores emprestados foram restituídos, e outra parte permanece pendente.
Enquanto a queixa corre seu rito processual, o caso transcende o simples boato entre colegas: trata-se de como a imagem pública, a memoria coletiva e o poder das palavras se entrelaçam no palco midiático. A decisão de levar as declarações aos tribunais é, em si, um reclamo por controle sobre a própria narrativa — uma tentativa de reescrever o roteiro que a indústria, tantas vezes, insiste em impor.
Fontes consultadas no anúncio indicam que Marini espera agora o desenrolar da justiça, enquanto o público e a mídia observam se o conflito tomará contornos legais mais amplos ou se ficará restrito à dimensão simbólica do palco televisivo.






















