Esta noite volta ao ar Taratata, o formato que virou um verdadeiro espelho do nosso tempo musical. Depois do recomeço da semana passada, o programa repete a dose com uma segunda edição que promete alinhar memórias e novidades em performances inéditas.
Lançado originalmente entre 1998 e 2001 na Rai1, Taratata ressurge com a mesma embalagem intimista: relatos dos artistas sobre suas trajetórias e apresentações pensadas para surpreender — duetos improváveis, arranjos exclusivos e momentos que funcionam como pequenos roteiros da vida artística.
No comando, o apresentador Paolo Bonolis guia a noite a partir da ChorusLife Arena, em Bergamo, transformando o palco numa espécie de cineplateia onde cada número é um quadro e cada canção, um comentário cultural. A escolha do cenário reverbera como um reframe da realidade: a arena se torna um estúdio ao vivo, tecido entre passado e presente.
Os convidados desta segunda transmissão reúnem vozes que atravessam gerações e estilos. Estarão presentes: Annalisa, cuja trajetória pop contemporânea dialoga com sensibilidades autorais; Fiorella Mannoia, referência de interpretação e memória musical italiana; a banda Negramaro, símbolo do rock-pop made in Italy; Alessandra Amoroso, voz potente do pop-soul; Luca Carboni, com sua longa escrita de canções que marcaram décadas; e Gigi D’Alessio, figura emblemática da canção napolitana.
O formato aposta em histórias inéditas e performances originais, bebendo tanto da tradição dos grandes programas musicais quanto da estética do performativo contemporâneo. O resultado esperado é uma noite que funciona como uma pequena antologia: entrevistas que abrem janelas para lembranças pessoais e shows que reescrevem canções no presente, numa semiótica do viral que respeita a materialidade do som.
Taratata vai ao ar nesta segunda-feira, 16 de fevereiro, em horário nobre na Canale 5. Para quem observa o entretenimento além do entretenimento, o programa oferece um mapa dos afetos e das transformações do cenário musical italiano — uma espécie de roteiro oculto da sociedade, cantado em verso e refrão.
Se a primeira retomada foi um sinal de curiosidade, esta segunda noite amplia o convite: olhar para a música como história coletiva, num palco que é ao mesmo tempo laboratório e arquivo vivo. Prepare-se para surpresas, duetos e interpretações que prometem reverberar além da transmissão.






















