Matteo Mancuso inicia uma nova cena em sua trajetória: o tour internacional partiu em 23 de janeiro de Los Angeles, com uma apresentação no NAMM que marca o pontapé inicial de uma extensa rota pelos palcos norte-americanos. Entre a West Coast, o Midwest e a East Coast, a turnê culmina em Chicago no fim de fevereiro, consolidando o jovem chitarrista siciliano como uma presença de destaque na guitarra contemporânea.
Ao longo de janeiro e fevereiro, Mancuso levou o repertório de Route 96 ao público norte-americano, dialogando diretamente com audiências e críticas que o colocam entre os nomes mais influentes da nova geração. Articulando virtuosismo e pesquisa sonora, ele constrói um espetáculo que funciona como um espelho do nosso tempo: técnica impecável e uma sensibilidade que transcende gêneros.
Do palco para o disco: o álbum em formato físico
Em paralelo ao percurso mundial, o novo álbum Route 96 será lançado em formato físico na Itália a partir de 20 de fevereiro de 2026. A opção pelo vinil/CD reafirma o apego de Mancuso à dimensão analógica da música — o objeto-disco como extensão do ao vivo e como artefato de memória coletiva. Essa escolha é, também, um reframe da experiência musical: o disco torna-se cena e relicário, convidando o público a uma escuta que é, ao mesmo tempo, íntima e performativa.
Após um ano em que se consolidou como um dos talentos mais impressionantes de sua geração, Mancuso levou Route 96 além do Atlântico. Steve Vai descreveu o trabalho como “a evolução da guitarra”, enquanto Al Di Meola chamou-o de “um talento absoluto”. Esses elogios reforçam o diálogo aberto entre o artista e a comunidade musical global — um verdadeiro roteiro oculto que conecta tradição e inovação.
Itália e Europa: a volta ao lar
Depois da fase americana, o itinerário segue pela Europa entre abril e maio, desembarcando na Itália de 9 a 21 de abril. As cidades selecionadas — Catania, Palermo, Rende, Bari, Firenze, Torino, Milano, Padova, Bologna e Roma — receberão a performance ao vivo que apresenta o novo repertório e confirma a força de um projeto que encontra no palco sua dimensão natural. Nessas paradas, a narrativa do músico se entrelaça com suas raízes: a cena local e a projeção internacional se refletem, quase como um plano de cinema onde figura e contexto se respondem.
Formado em 1996 e nutrido por referências do jazz, fusion e experimentação, Mancuso construiu uma trajetória que mistura os primeiros concertos ao lado do pai Vincenzo, participações em festivais internacionais, colaborações com a Yamaha e masterclasses por Europa e Ásia. O resultado é uma carreira que já figura como referência para a guitarra do presente e do futuro.
Neste momento central de sua trajetória, Matteo Mancuso atravessa um período de aceleração internacional sem perder o vínculo com a materialidade da música. Se a turnê é o roteiro, o álbum físico é a foto que permanece: memória, performance e projeto em contínua mutação.






















