Hoje, sábado, 24 de janeiro, o filho da atriz e modelo dinamarquesa Brigitte Nielsen desembarca no sofá de Silvia Toffanin para um depoimento que vai além do entretenimento: Killian Nielsen fala sobre o relacionamento conturbado com a mãe e sobre a sua batalha pessoal contra a dependência do álcool.
O relato de Killian não é apenas uma confissão íntima; é o reflexo de um roteiro humano em que a fama, a família e as feridas herdadas se cruzam. Em abril de 2025, ele já havia dividido sua história no programa de Caterina Balivo, La volta buona, acompanhado da companheira Laura — figura decisiva em sua recuperação. Foi ela quem, segundo Killian, o ajudou a sair do túnel das dependências: “Sempre estive sozinho e, sem conselhos, caí nas dependências. Superar foi duro; aos 30 anos encontrei a Laura e, graças a ela, voltei à vida”, contou ele.
Ao falar da própria trajetória, Killian Nielsen foi direto: “Eu era um alcoólatra — não podia participar dos eventos e sempre fui deixado de lado”. O que se delineia é a imagem de uma juventude fragilizada, com laços familiares que se tensionam quando a visibilidade pública encontra dores privadas.
Sobre a relação com a mãe, o ator relatou que, até certo ponto, os laços eram “perfeitos”. A ruptura, segundo ele, começou após uma publicação nas redes sociais: um story que mostrava sua participação em uma festa organizada por seu pai adotivo, Raoul Meyer — ex-marido de Brigitte. “Algo se partiu”, disse Killian, resumindo em uma frase o ponto de inflexão dessa trama familiar.
Houve ainda outra ferida que aprofundou o distanciamento. Ao pedir para acompanhar Brigitte a um evento em Capri porque também estariam presentes seus irmãos, Killian relata que ouviu da mãe que não poderia comparecer por causa de seus problemas com o álcool. A companheira Laura acrescentou uma nota que parece saída de um roteiro irônico: “Uma vez disseram a ele: ‘Para falar com sua mãe, você tem que marcar hora'”.
Em 2025, apesar da alegria de comemorar cinco anos de sobriedade, permanece a amargura pela falta de relacionamento com Brigitte. Um esforço de reconciliação, ocorrido alguns anos antes, chegou a dar sinais de sucesso, mas cedeu lugar a uma nova ruptura.
Como crítica cultural, é impossível não ver nesta história um espelho do nosso tempo: a vida privada transformada em sequência pública, as redes redesenhando afetos e os papéis parentais encenados sob luzes que queimam. A narrativa de Killian é, em essência, sobre restauração — de si, das relações e do lugar de pertencimento.
Ao aceitar o convite de Verissimo, Killian Nielsen oferece ao público não só um desabafo, mas uma oportunidade de reflexão sobre perdão, sobriedade e o roteiro oculto que rege muitas famílias contemporâneas. É mais que notícia; é um convite a olhar além da superfície e a entender o custo humano da exposição.






















