Hoje no sofá de Caterina Balivo, Angelo Pisani falou com serenidade sobre o fim do casamento com Katia Follesa, um capítulo que se encerrou após cerca de 20 anos de relação e que teve sua ruptura confirmada em 2024. A declaração do ator recoloca a separação no território das transformações afetivas: “O casamento acabou, não o amor“, disse ele, desenhando com palavras uma imagem de continuidade emocional mesmo diante da mudança de status.
Pisani não apenas falou, mas também demonstrou com gestos a natureza desse vínculo que persiste. Sua presença no aniversário da comediante, em 12 de janeiro, onde também esteve presente o novo companheiro de Katia, Vincenzo Ferrara, reforça um roteiro pouco comum nos tablóides: ausência de hostilidade, presença de respeito. “O amor muda de fisionomia. Ela continua o grande amor da minha vida, só que em determinado momento não era mais o amor caracterizado na relação de casal”, explicou Pisani, traduzindo a passagem de um afeto conjugal para uma forma diferente, mas ainda essencial.
Há, nessa narrativa pública, um eco cultural: não se trata apenas do desfecho de uma história pessoal, mas do reframe de uma experiência que espelha transformações sociais maiores sobre família, afetividade e visibilidade emocional. Como observadora do zeitgeist, vejo esse cenário como um pequeno espelho do nosso tempo — onde o roteiro das relações se reescreve sem necessariamente apagar os protagonistas. A insistência na ausência de rancor — “Ela é uma presença fundamental na minha família e eu sou para ela” — revela um pacto de cuidado que transcende o formato institucional do casamento.
O episódio também diz respeito à performance pública de intimidade: artistas que constroem suas carreiras sobre a identificação com o público enfrentam o desafio de reelaborar o privado sem perder a relação de confiança com quem os acompanha. A atitude de Pisani, calma e consciente, transforma o noticiário em uma lição sobre maturidade afetiva. Em vez do conflito espetacularizado, há um silêncio produtivo, uma reconfiguração da afeto que prioriza felicidade e bem-estar mútuos: “Se ela é feliz eu sou feliz”, resumiu o ator.
Ao final, a história de Katia Follesa e Angelo Pisani fala sobre continuidade — da memória compartilhada, da parentalidade, das redes de afeto — e inaugura uma representação de separação menos cataclísmica e mais evolutiva. É um lembrete de que, no grande filme da vida pública, nem todas as cenas de ruptura implicam apagamento emocional; algumas apenas mudam de plano, ganham outra fotografia, outro foco. E nessa nova tomada, o que permanece é o respeito e uma forma de amor que resiste aos rótulos.






















