Depois de quatro anos de silêncio nos palcos, BTS reaparece com uma operação que promete redesenhar o mapa da indústria musical. A super banda sul-coreana de k-pop revelou uma turnê mundial com 79 concertos em 34 cidades e em 5 continentes, o maior roteiro da carreira, alinhada ao lançamento de um novo álbum marcado para 20 de março de 2026 — o primeiro em seis anos.
O retorno é aguardado com fervor pelos ARMY, a legião de fãs que acompanha o grupo, e que, segundo a revista Billboard, pode gerar receita superior a um bilhão de dólares entre bilheteria, merchandising, licenças, vendas e streaming. É um número que não apenas reflete a popularidade, mas também o poder simbólico do fenômeno: o eco cultural de um movimento pop que transcende fronteiras.
A turnê começa em 9 de abril de 2026, no estádio de Goyang, na Coreia do Sul, com três datas que marcam simbolicamente o regresso do grupo após a conclusão do serviço militar obrigatório de cada um dos sete integrantes: RM, Jin, Suga, J-Hope, Jimin, V e Jung Kook. A partir dali, o percurso se estenderá pela Ásia, América do Norte, Europa e América do Sul até 2027, com a promessa de novas datas a serem anunciadas.
Na Europa já estão confirmadas cinco cidades: Madri (26 de junho), Bruxelas (1º de julho), Londres (6 e 7 de julho), Munique (11 de julho) e Paris (17 de julho). A Itália fica de fora desta primeira leva, mas a porta não está fechada: novos anúncios em 2027 podem incluir o país, que abriga uma das fanbases mais ativas do continente.
Do ponto de vista cênico e produtivo, o show foi pensado para impressionar. Os estádios receberão um palco circular em 360 graus, escolha estratégica para ampliar a capacidade e proporcionar uma experiência mais imersiva ao público — é o reframe da realidade do espetáculo pop, onde cada canto do estádio se transforma em cena principal.
O impacto econômico e simbólico do retorno é inegável. Durante a pausa entre 2022 e 2025, a HYBE, gravadora e empresa por trás do grupo, registrou queda significativa de lucros, em parte atribuída à ausência de seu carro-chefe. Hoje, com os sete membros reunidos, a engrenagem do pop global reassume seu ritmo.
Para milhões de fãs será a primeira chance de ver os BTS ao vivo em até sete anos; para a indústria, a confirmação de que o fenômeno k-pop não só persiste, como está pronto para uma nova e gigantesca temporada. Em cartas manuscritas aos fãs, os integrantes anunciaram um ano repleto de novidades — Jimin escreveu sobre a felicidade de reencontrar os ARMY e J-Hope celebrou a ideia de finalmente passarem mais tempo juntos em 2026.
Este retorno funciona como um espelho do nosso tempo: não é apenas o reencontro de uma banda com seu público, mas a reativação de toda uma cadeia cultural, econômica e emocional — o roteiro oculto que vincula identidade, memória e espetáculo. A volta dos BTS é, para a música contemporânea, um pequeno terremoto cujo epicentro reverberará por meses.
















