Hoje, Blanco completa 23 anos. Ao celebrarmos essa idade — ainda tão próxima da juventude, já tão marcada por feitos públicos —, vale observar como a trajetória de Riccardo Fabbriconi atua como um espelho do nosso tempo: um artista que mistura vulnerabilidade, choque e uma sensibilidade própria que reverbera além das plataformas de streaming.
Nascido em Brescia em 10 de fevereiro de 2003, Riccardo Fabbriconi passou a infância entre Calvagese della Riviera, Brescia e Desenzano del Garda. Frequentou o I.I.S.S. Luigi Bazoli – Marco Polo, mas decidiu interromper os estudos para se dedicar à música. É notícia recente que Blanco voltou a se matricular, desta vez no Liceo delle Scienze Umane, com o objetivo de obter o diploma — um gesto que revela um artista ainda interessado em formatação e reflexão, não apenas em fama instantânea.
Como vencedore do Festival de Sanremo 2022 ao lado de Mahmood com a canção que se tornou trilha do momento (“Brividi”), Blanco rapidamente se transformou em um nome capaz de condensar contradições: do trajeto íntimo ao ato performático que provoca e fascina. Nos últimos dias, seu nome voltou às manchetes por um selfie íntimo divulgado em contexto hospitalar — episódio que alimentou conversas sobre privacidade, espetáculo e exposição de si no cenário digital.
Mais do que anedotas, essas passagens compõem um roteiro oculto da sua geração: a tensão entre autobiografia e encenação, entre a busca de autenticidade e o impacto massivo do viral. Há também momentos que se tornaram memes e cultura pop, como a paródia viral da telecrônica de Petrecca, que mostrou como o som e a imagem podem ganhar uma segunda vida no circuito da internet.
A seguir, nove curiosidades essenciais para entender Blanco não apenas como celebridade, mas como índice cultural:
- Nome real: Riccardo Fabbriconi — o nome por trás do apelido que hoje ecoa em palcos internacionais.
- Data de nascimento: 10 de fevereiro de 2003 — completando 23 anos hoje.
- Origem: nascido em Brescia, com raízes em Calvagese della Riviera e Desenzano del Garda.
- Formação escolar: frequentou o I.I.S.S. Luigi Bazoli – Marco Polo; deixou os estudos para seguir a música, agora inscrito no Liceo delle Scienze Umane para concluir o diploma.
- Sanremo 2022: vencedor ao lado de Mahmood — marco que consolidou sua visibilidade nacional e internacional.
- Estilo e palco: presença crua e performática que polariza opiniões, transformando cada show em um pequeno evento cultural.
- Incidentes públicos: episódios controversos, como o selfie em hospital, reacendem debates sobre limites entre vida privada e cena pública.
- Origens esportivas: teve passagem pelo futebol na infância, como muitos jovens italianos, antes de escolher a música.
- Cultura do meme: convertido ao imaginário coletivo também por paródias e virais — prova de que sua obra ultrapassa o simples single e entra no reframe da realidade digital.
Ao olhar para Blanco hoje, não vejo apenas um cantor em ascensão, mas uma figura cuja biografia é também um pequeno estudo sobre como a juventude se negocia entre introspecção e espetáculo. Sua voz e suas atitudes funcionam como uma semiótica do nosso presente: cada gesto no palco é uma legenda para aquilo que sentimos e ainda não sabemos nomear. Celebrar seus 23 anos é, portanto, observar um artista que se molda em público — e que, por isso, continua nos oferecendo pistas sobre o roteiro do agora.
Chiara Lombardi – Espresso Italia





















