Federica Nargi celebrou os 36 anos nesta quinta-feira, 5 de fevereiro, com uma declaração pública que parece saída de um roteiro íntimo — e que reflete o papel do amor como espelho do nosso tempo. Quem assinou a homenagem foi o companheiro de longa data, o ex-atacante Alessandro Matri, que, com ironia literária, se autodenominou um moderno “Alessandro Manzoni” ao publicar uma poesia em rima baciata nas redes sociais.
O post, estruturado em um carrossel de imagens, percorre os 17 anos da história do casal, como se cada foto fosse um clipe de um filme que revisitamos para entender por que alguém permanece ao nosso lado. Desde achados sorridentes até os instantes mais cotidianos, Matri escolheu a memória visual para embalar versos que transitam entre o afeto e a brincadeira afetiva.
Na legenda, o autor começa com leveza: “Ecco ci risiamo, è il tuo compleanno, mo che ci inventiamo” — e daí parte para uma composição que mescla sinceridade e humor. Em tradução livre e mantendo o tom coloquial, Matri escreve que chegou a perguntar à inteligência artificial sobre o quanto ela conhece a pessoa amada, mas percebeu que nada substitui a vivência: “Chiedo all’intelligenza artificiale ma che ne sa lei di quanto sei speciale. Mi devo impegnare, perché tu mi hai insegnato ad amare…”
Os versos seguem num balanço que lembra um stornello — canção popular italiana — e terminam com a confissão clássica, quase cinematográfica: “tanti auguri amore mio”. Essa mistura de registro — do coloquial ao literário, do afeto público ao íntimo — transforma a postagem numa pequena cena teatral: o homem que, entre a autoparódia e a devoção, reconstrói o roteiro do próprio vínculo.
A reação de Federica Nargi também foi capturada nos comentários: em italiano, ela respondeu com surpresa e gratidão: “E vabbè mi stupisci ancora, grazie amore” — “Ah tá, você ainda me surpreende, obrigada amor”, numa tradução livre. A troca revela não apenas um momento emocional, mas a coreografia social dos casais famosos hoje: exibimos ternura, preservamos intimidade, e transformamos memórias em narrativa compartilhável.
Como observadora do zeitgeist, não posso deixar de notar que esse gesto funciona como um refrão cultural: a poesia é aqui um instrumento de reframe da realidade afetiva, e o uso da rima ressoa como um legado europeu da lírica popular. Não é mera pose; é um espelho onde se lê o roteiro oculto da relação: humor, perdão, cotidiano e celebração.
O post de Alessandro Matri não é só um cartão de aniversário digital — é uma cena curta em que o amor e a linguagem se encontram, revivendo memórias e reafirmando um laço que já dura quase duas décadas. Para os seguidores, resta apreciar a elegância da simplicidade: palavras comuns, emoção genuína, e a certeza de que, mesmo em tempos de tecnologia, a poesia ainda é uma forma inestimável de dizer “amo você”.






















