Por Giulliano Martini — A partir de hoje terá início a perícia psicológica ordenada pelo Tribunal dos menores de L’Aquila sobre os três crianças retiradas da chamada família no bosque. Os menores estão, há quatro meses, acolhidos em uma estrutura protegida.
A perícia psicológica será conduzida pela consultora técnica nomeada pelo juízo, a psiquiatra Simona Ceccoli. A especialista realizará uma série de testes e entrevistas com as crianças na casa-família onde os menores permanecem desde 20 de novembro. A atuação ocorrerá já pela manhã, com a presença do perito indicado pela defesa, o psiquiatra Tonino Cantelmi.
Segundo a decisão judicial, a avaliação buscará estabelecer o estado psicológico dos três crianças. O exame complementa a perícia anterior sobre a capacidade parental do casal — Nathan e Catherine — que gerou controvérsias nas últimas semanas. A apuração técnica está prevista para durar dois dias e o laudo deverá ser remetido às partes no prazo de até 60 dias.
Paralelamente, o proprietário do casolare usado em comodato gratuito pela família no bosque, o ex-restaurateur de Ortona, Armando Carusi, declarou que pretende manter a locação por apenas mais um ano, apesar da oferta de uma fundação do norte da Itália de custear o imóvel até a maioridade dos menores. “Fiz este gesto de solidariedade para favorecer o reagrupamento familiar e continuo a esperar que isso ocorra o quanto antes. Posso aceitar mais um ano, mas não além disso”, afirmou Carusi.
No registro municipal, até o momento, não consta pedido de requalificação ou projeto de reforma do casolare apresentado por Nathan. Fontes consultadas indicam que a família pode optar por mudar-se para um imóvel maior na mesma área florestal, mas nada foi formalizado.
O Tribunal dos menores de L’Aquila também determinou o afastamento da mãe da casa-família onde ela estava autorizada a permanecer com os filhos, assim como a separação dos menores, conforme confirmou o advogado da família, Marco Femminella, antes de entrar na casa-família onde hoje se realiza a perícia.
Femminella comentou que há uma ordem judicial que, por sua sensibilidade, foi recebida com reservas pela defesa: “Em pleno andamento da consulta, o tribunal decidiu afastar as crianças e separar a mãe”. O advogado expressou irritação e observou que, segundo a defesa, a consulta “não estava indo como se esperava” e foi, na prática, interrompida pelos magistrados.
Permanecem dúvidas sobre o local exato onde os testes psicológicos serão aplicados: se na estrutura protegida que abriga as crianças ou em outra instalação, conforme solicitação anterior da equipe jurídica do casal anglo-australiano. A perícia está programada para hoje e amanhã; o laudo final deverá chegar às partes dentro do prazo legal de 60 dias.
Apuração in loco, cruzamento de fontes e factualidade: estes são os princípios que orientam o acompanhamento deste caso. Seguiremos atualizando com o laudo pericial e eventuais medidas judiciais subsequentes.






















