Faleceu nesta quarta-feira, 4 de março, em Gênova, aos 84 anos, o ex-goleiro Rosario ‘Sarìn’ Di Vincenzo. Figura reconhecida nas arquibancadas e nos vestiários da Ligúria, Di Vincenzo deixa um legado que ultrapassa defesas e estatísticas: a trajetória de um atleta que transitou entre grandes clubes e, depois, dedicou-se à formação de novas gerações.
Nascido em 16 de junho de 1941, Di Vincenzo construiu carreira sólida que incluiu passagens por Genoa, Sampdoria, Inter, Lazio, além de clubes locais como Entella e Imperia. No ápice europeu, integrou equipes campeãs: conquistou duas vezes o Scudetto e ergueu a histórica Coppa dei Campioni com a camisa nerazzurra — feitos que marcam seu nome na memória coletiva do futebol italiano.
A Vice-presidente e assessora ao Esporte da Região da Ligúria, Simona Ferro, prestou homenagem oficial: a instituição regional lembrou Di Vincenzo como um ’storico portiere genovese’ que representou com dignidade clubes do território e, depois do fim da carreira ativa, continuou a transmitir valores do esporte trabalhando com formações juvenis e equipes profissionais locais. Na nota, a Giunta regional manifestou condolências à família e aos amigos do ex-atleta.
A Sampdoria também divulgou comunicado em memória do jogador. O clube recordou que Di Vincenzo, nascido em Gênova, vestiu o manto blucerchiato na temporada iniciada em 1975 e contabilizou 15 aparições entre Campeonato Italiano e Copa da Itália. Contratado no verão de 1975, desempenhou sobretudo o papel de reserva imediato de Massimo Cacciatori. Ainda segundo o clube, ao final da carreira retornou à Sampdoria como preparador de goleiros no setor juvenil — uma continuação natural de sua vocação pedagógica e comunitária.
Como observador da história esportiva, é importante notar que a carreira de Rosario Di Vincenzo representa uma ponte entre a era dos grandes clubes nacionais e a íntima presença regional: um atleta que, após experiências em palcos maiores, voltou à sua terra para investir em formação e memória esportiva. Estádios e federações guardam recordações de desempenhos; as cidades mantêm vivos os exemplos humanos de quem investiu no futuro dos jovens atletas.
A despedida de Di Vincenzo reforça o papel social do esporte — não só como espetáculo, mas como dispositivo de transmissão de saberes, ética e afeto. À família e aos colegas, as condolências formais dos clubes e da autoridade regional se somam às lembranças de fãs e ex-companheiros que preservam nos arquivos e nas conversas o traço de um goleiro que, silenciosamente, continuou a servir ao futebol.






















