Por Giulliano Martini. Apuração in loco e cruzamento de fontes.
A Procura de Forlì abriu investigação por homicídio múltiplo contra um jovem operador de 27 anos vinculado ao Comitato local da Croce Rossa. Segundo reportagem do Corriere Romagna, o técnico está indagado pela morte de cinco idosos ocorridas a bordo de ambulâncias durante transferências ao hospital entre fevereiro e o verão de 2025. Os óbitos teriam acontecido enquanto o mesmo operador estava presente nos veículos de socorro.
As apurações estão a cargo do Nucleo Operativo dos Carabinieri de Forlì, com o suporte do NAS. As investigações permanecem em andamento e a Procuradoria, dirigida pelo procurador Enrico Cieri, não fez pronunciamento formal até o momento.
Fontes oficiais informam que os cinco episódios ocorreram durante transporte do domicílio para unidades hospitalares e que, em todos os casos relatados, além do operador da Croce Rossa, havia também a presença de médico, com o transporte realizado pela auto medicalizada do serviço Romagna Soccorso. Esse detalhe é destacado pela defesa como elemento que comprovaria procedimentos médicos em curso no momento dos eventos.
O indiciado, atualmente afastado das funções operacionais, nega veementemente as acusações. Em declaração à imprensa local, a advogada Gloria Parigi, do foro de Forlì-Cesena, afirmou que o cliente está “sconvolto” com as notícias e que clamou por sua inocência. Ainda segundo a defesa, o jovem se colocou à disposição da autoridade judiciária e já entregou documentação para demonstrar sua estranheza aos fatos. Até agora, contudo, o investigado não foi formalmente ouvido pelos Carabinieri e pela magistratura.
Ao mesmo tempo, a direção da Ausl envolvida já teria manifestado posição contrária a um eventual retorno do operador ao serviço enquanto durar a apuração. A medida é apresentada como cautelar diante da gravidade dos fatos em investigação.
A Croce Rossa emitiu nota oficial informando que suspendeu cautelarmente o colaborador e que está cooperando integralmente com as autoridades. A instituição afirmou ter recebido as notícias com “sgomento” e expressou “profundo cordoglio” às famílias das vítimas. A entidade enfatizou que o episódio é alheio à missão da associação, que mobiliza cerca de 150.000 voluntários na Itália, e que aguarda o resultado das verificações para que seja feita total clareza sobre os fatos.
Do ponto de vista processual, trata-se de investigação inicial com apuração de responsabilidades penais. Os elementos reunidos pelos Carabinieri e pelo NAS serão avaliados pela Procura, que decidirá sobre eventuais provvedimenti sucessivos. A dinâmica das mortes a bordo e a presença de profissionais médicos nos transportes são pontos centrais do inquérito e serão objeto de verificação técnica e pericial.
Este é um caso em evolução. A reportagem seguirá o desdobramento das investigações e o cruzamento de documentos oficiais, laudos e depoimentos assim que forem disponibilizados pelas autoridades competentes. A informação aqui apresentada prioriza os fatos brutos e o relato verificado, sem conclusões antecipadas.
Palavras-chave: ambulância, Croce Rossa, homicídio múltiplo, Forlì, operador.






















