Apuração in loco e cruzamento de fontes qualificadas mostram que os testes toxicológicos realizados em Carmelo Cinturrino apresentaram resultado negativo. Cinturrino, assistente-chefe do commissariato Mecenate, foi detido no dia 9 de fevereiro pela acusação de homicídio voluntário de Abderrahim Mansouri, o jovem de 28 anos de nacionalidade marroquina morto na troca de tiros ocorrida em Rogoredo, em Milão, no último dia 26 de janeiro.
Fontes policiais e judiciais confirmam que os exames toxicológicos não detectaram substâncias que possam ser relacionadas a uma alteração comportamental no momento dos fatos. Trata-se de um dado técnico que será integrado ao conjunto probatório da investigação coordenada pelo Ministério Público de Milão.
Enquanto a perícia avança, o questore de Milão, Bruno Megale, determinou a realocação de quatro agentes que estavam sob investigação por suspeita de omissão de socorro e favoreggiamento. Os policiais — que atuavam no controle antidroga no boschetto de Rogoredo na tarde de 26 de janeiro, juntamente com Cinturrino — foram transferidos para funções não operativas, fora do commissariato Mecenate.
O Ministério Público, com o promotor Giovanni Tarzia à frente das investigações, imputa aos quatro agentes os crimes de favorecimento e omissão de socorro. As destinações administrativas são mantidas em sigilo pelas autoridades; o que se sabe é que os quatro não voltarão ao serviço de rua no Mecenate enquanto a apuração prossegue.
Fontes judiciais informam que não se descarta a possibilidade de novas medidas administrativas com o avanço das diligências. A investigação busca esclarecer não apenas a dinâmica do homicídio de Abderrahim Mansouri — e eventuais tentativas de encobrimento —, mas também a conduta reiterada de Carmelo Cinturrino, que integra o corpo policial do commissariato Mecenate desde 2010.
Relatórios preliminares, laudos e depoimentos estão sendo compilados para oferecer ao magistrado um panorama completo dos fatos brutos. O trabalho inclui reconstituições, análise de imagens, exames balísticos e a integração dos resultados toxicológicos agora divulgados. Em termos processuais, os próximos passos envolverão confrontos de prova e decisões sobre eventuais novas imputações.
Do ponto de vista institucional, a movimentação de agentes para postos administrativos reflete uma medida cautelar de gestão, adotada para preservar a investigação e garantir a imparcialidade das apurações internas. Para a comunidade local e para as partes envolvidas, resta a expectativa de que o inquérito traduza a realidade dos acontecimentos sem ruídos e com a precisão técnica exigida por casos de grande impacto público.
Esta redação continuará acompanhando a apuração, com atualização imediata sempre que novos elementos oficiais forem disponibilizados através do cruzamento de fontes e análise dos documentos judiciais.






















