Por Chiara Lombardi — Em um movimento que funciona como um refrão familiar no prime time italiano, Max Giusti volta a assumir o comando de um grande formato televisivo. A partir de segunda-feira, 2 de março, em primeira faixa nas noites da Canale 5, o ator e comediante será o anfitrião da nova edição de Scherzi a Parte, resgatando o espírito do entretenimento que mistura surpresa e performance.
Conhecido por sua trajetória iniciada nos anos 1990, Max Giusti já foi figura central em outros formatos de sucesso — entre eles, o game show Caduta Libera — e volta a ocupar um lugar de destaque na televisão italiana. A estreia da temporada promete pegadinhas de alto impacto, com as primeiras vítimas anunciadas: Lorella Cuccarini, Isobel Kinnear, Gabriel Garko, Paolo Conticini, Francesca Barra e Gilles Rocca.
O retorno e o contexto
O reaparecimento de Max Giusti no horário nobre não é apenas um evento de programação: é um pequeno espelho do que a televisão busca hoje — conteúdos que combinem nostalgia e renovação. Scherzi a Parte, programa com longa trajetória, reaparece sob a batuta de um apresentador que sabe transitar entre a comédia popular e um timing de showman que funciona bem diante de plateias e câmeras.
Sete segredos para entender Max Giusti
- Início nos anos 1990: a carreira de Giusti tem raízes no período em que a TV italiana renovava formatos e linguagens — ele surge como rosto de uma geração que revitalizou o humor nas redes abertas.
- Versatilidade entre palco e estúdio: sua passagem por programas de entretenimento, como Caduta Libera, mostra a capacidade de transitar entre o jogo e a performance, mantendo empatia com o público.
- Retorno estratégico: assumir Scherzi a Parte é um movimento calculado para resgatar audiências que buscam conteúdo familiar, mas com replays e virais prontos para as redes.
- Olhar de ator: mesmo quando conduz um programa de esquetes ou pegadinhas, Giusti traz para a apresentação um arcabouço de intérprete — leitura de personagem e controle de ritmo.
- Casamento desde 2009: na esfera pessoal, ele é casado desde 2009, fato que compõe a narrativa de estabilidade fora dos holofotes.
- Seleção de alvos: as vítimas escaladas para as primeiras transmissões misturam estrelas da TV e do cinema, o que eleva a tensão dramática e o potencial de compartilhamento digital.
- O roteiro oculto da sociedade: por trás da brincadeira, há sempre um espelho cultural — as pegadinhas falam da fama, da exposição e do humor que toleramos enquanto sociedade. Giusti, como condutor, é também um intérprete desse eco cultural.
Por que isso importa
Como observadora do zeitgeist, não vejo apenas uma estreia de programa: vejo um reframe da relação entre televisão tradicional e consumo online. Max Giusti representa um elo que conecta memórias televisivas dos anos 1990 com a necessidade contemporânea de formats que gerem conversas nas redes. Ao colocar celebridades como Lorella Cuccarini e Gabriel Garko no centro das brincadeiras, a produção busca o choque entre o conhecido e o improviso — o resultado, quase sempre, vira conteúdo multimídia.
Na noite de 2 de março, vale acompanhar não apenas as risadas, mas o roteiro oculto do programa: que imagens da fama ele reconstrói? Que limites do humor ele testa? Assim como um bom filme que revela algo sobre a época, Scherzi a Parte pode ser lido como um espelho menor, mas revelador, do presente.
Fique atento à estreia: o entretenimento, quando bem conduzido, é sempre uma lente — e Max Giusti sabe apontá-la com a precisão de quem já entende o palco, a câmera e o público.






















