Em entrevista ao AGI, o presidente da Câmara dos Deputados, Lorenzo Fontana, afirmou que a prioridade para a Itália diante do ataque ao Irã deve ser buscar estabilidade na região e mitigar os impactos sobre a população civil. Na leitura do parlamentar, é necessário erguer pontes diplomáticas para reduzir o sofrimento imediato e evitar que a crise amplie seus alicerces.
Fontana expressou preocupação com as consequências humanitárias do confronto. “Quando há uma guerra, são sempre os pequenos, as crianças, os jovens” que mais sofrem, disse ele ao AGI, sublinhando que o foco das políticas externas deve ser, antes de tudo, a proteção dos mais vulneráveis. O presidente da Câmara afirmou que o caminho da diplomacia — embora mais longo e complexo — é o preferível para evitar danos maiores.
O deputado relatou ter recebido telefonemas de cidadãos alarmados: familiares e amigos que neste momento têm um parente em áreas sensíveis, como Dubai e outras zonas do Oriente Médio, e que vivenciam incerteza e temor. “Ligaram-me pessoas que têm um filho, um parente, um sobrinho que está em Dubai ou em outras áreas afetadas por este conflito preocupante. Quem sofre são sobretudo as mulheres, as crianças, os idosos, as pessoas com mais dificuldades”, afirmou.
Como correspondente que interpreta as decisões de Roma para quem vive e trabalha fora, é preciso traduzir esse apelo em medidas concretas: fortalecer canais consulares, acelerar informações para famílias de italianos e descendentes, e coordenar com parceiros europeus e regionais uma resposta que não seja apenas militar, mas também humanitária e diplomática. Essa é a arquitetura da resposta que Fontana defende — um conjunto de ações que funciona como alicerces para a proteção de civis e para a reconstrução da estabilidade.
Fontana reforçou que a Itália deve atuar como ponte entre nações, utilizando sua influência eleitoral e diplomática para promover o diálogo. “Speriamo, dunque — que se percorra la soluzione della diplomazia e del dialogo”, traduziu-se a sua esperança, destacando que o diálogo é trabalhoso, muitas vezes demorado, mas é a alternativa que melhor preserva vidas e evita a escalada do conflito.
À luz desses eventos, a mensagem do presidente da Câmara aos cidadãos italianos, migrantes e ítalo-descendentes é clara: o peso da caneta — das decisões políticas — deve ser usado para derrubar barreiras burocráticas que impedem socorro rápido, e para construir, com cuidado, os alicerces da paz. Do ponto de vista prático, isso passa por priorizar medidas humanitárias, reforçar caminhos de repatriamento se necessário, e sustentar esforços diplomáticos multilaterais.
Enquanto a situação evolui, Fontana conclama por paciência e ação coordenada: “A solução diplomática e do diálogo não é sempre fácil, é certamente mais longa, mas é a melhor para todos.” Para um país com a história e as ligações internacionais da Itália, a tarefa agora é transformar preocupação em políticas efetivas que reduzam o sofrimento de quem está no terreno.






















