Maurizio Bormolini confirmou sua forma dominante ao vencer a prova masculina de PGS (parallel giant slalom) em Krynica, na Polônia, conquistando a terceira vitória da temporada e assumindo o topo da classificação geral da Copa do Mundo de paralelos.
O atleta valtellinese impôs seu ritmo já nas qualificações, registrando o melhor tempo, e manteve o controle nas fases eliminatórias. No caminho até a final, Bormolini superou nomes experientes como Benjamin Karl, Dario Caviezel e Arnaud Gaudet. Na big final, confirmou o triunfo ao deixar o sul-coreano Sangho Lee a 71 centésimos de segundo.
A performance em Krynica representa o terceiro triunfo do italiano na temporada, depois das vitórias em Bad Gastein e Mylin, e tem caráter duplamente simbólico: esportivo, pela sequência de resultados; e pessoal, pela dedicatória. “Saí com um objetivo claro de vencer — disse Bormolini —, já que não consegui na Olimpíada. Dedico esta vitória à minha filha Vittoria, nascida poucos dias antes de Milano Cortina, à minha companheira e a toda a família.”
Além do brilho individual, o resultado redesenha a disputa pelas posições de topo. Com o triunfo polonês, Bormolini salta para a liderança geral da especialidade de paralelos com 620 pontos, passando por cima de Aaron March, que soma 557 pontos. O italiano também lidera a classificação específica de gigante com 488 pontos e ocupa a ponta na tabela de PSL (parallel slalom), quando ainda restam cinco etapas para o desfecho da temporada.
Do ponto de vista nacional, a presença de vários atletas italianos nas fases finais — e as eliminações prematuras de nomes como Roland Fischnaller nos quartos e de Aaron March, Mirko Felicetti, Daniele Bagozza e Tommy Rabanser nas oitavas — revela a profundidade e a alternância de rendimento na equipa italiana. São resultados que expõem tanto a força de um líder em ascensão quanto as fragilidades de um grupo ainda em busca de regularidade absoluta.
Como analista que vê o esporte além do resultado imediato, é relevante observar o papel de Bormolini como um produto de uma tradição regional — a Valtellina — onde montanha, neve e técnica constroem identidades. Seu sucesso atual alimenta narrativas locais e nacionais: é a consagração de uma formação técnica consolidada, mas também um lembrete de que o esqui e o snowboard continuam a ser plataformas de visibilidade para territórios e histórias pessoais.
Restam cinco provas da temporada, e a liderança de Bormolini transforma cada etapa em um palco de defesa: será preciso manter a consistência, evitar lesões e administrar a pressão de quem já carrega a camisa de favorito. Para a equipe italiana, a tarefa agora é transformar profundidade em regularidade, para que o sucesso individual reverbere em sistema.
Resultado breve da final: 1º Maurizio Bormolini (ITA) — vitória em Krynica; 2º Sangho Lee (KOR). Classificação geral de paralelos após a prova: Bormolini 620 pontos; Aaron March 557; liderança em gigante: Bormolini 488 pontos. Faltam cinco etapas para o término da Copa.






















