Giorgia Meloni convocou, nesta sexta-feira, um novo encontro presencial em Palazzo Chigi para avaliar os desdobramentos mais recentes no Oriente Médio e definir medidas de proteção aos cidadãos e às forças italianas na região. A reunião — que ocorrerá à noite, depois de uma videoconferência realizada pela manhã — reúne os principais responsáveis pela política externa e de defesa do governo, numa emergência que exige estruturação rápida e coordenada.
Ao convite para o vertice de hoje à noite foram confirmadas as presenças dos vice‑premier Antonio Tajani e Matteo Salvini, do ministro da Defesa Guido Crosetto, dos subsecretários Fazzolari e Mantovano e dos dirigentes das agências de Intelligence. A composição da mesa sublinha o caráter executivo e operacional da reunião: trata‑se de ajustar a resposta diplomática e as medidas de proteção aos alicerces da presença italiana no exterior.
Em nota ao término do encontro desta manhã, a primeira‑ministra afirmou que permanecerá em contato com os principais aliados e com líderes da região “já a partir das próximas horas” para apoiar qualquer iniciativa que possa conduzir a um alívio das tensões. É uma posição que procura construir pontes entre nações e, ao mesmo tempo, manter a firmeza das decisões que protegem a comunidade italiana.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Antonio Tajani, deu informações cruciais em um ponto de imprensa na Farnesina: não há militares italianos feridos e nenhum cidadão italiano foi envolvido em ações militares. Tajani explicou que os militares da Força Aérea italiana presentes na base do Kuwait, atingida por mísseis iranianos, estavam abrigados no bunker e estão ilesos. Apesar disso, o ataque provocou danos significativos à pista da base. Também houve um ataque contra o comando da Quinta Frota, mas, segundo o ministro, não há italianos envolvidos na área — nem civis, nem militares.
Do ponto de vista prático, o chefe da diplomacia italiana reforçou orientações claras para os cidadãos presentes na região: evitar sair de residências e hotéis, já que muitos espaços aéreos permanecem fechados, o que torna inútil dirigir‑se aos aeroportos. As embaixadas, os consulados e a unidade de crise do ministério estão à disposição para prestar informações e assistência. São canais que a administração pública precisa manter abertos e funcionais para garantir a segurança e a assistência consular em tempo real — a verdadeira ponte entre o Estado e os seus cidadãos no exterior.
Como repórter atento à interseção entre as decisões de Roma e a vida dos cidadãos, observo que este tipo de convocações evidencia o peso da caneta na arquitetura da política externa: uma assinatura, um telefonema, uma decisão coletiva podem ser o alicerce que evita que tensões regionais se convertam em crise humanitária para quem está fora do país. A vigilância do governo e a coordenação com aliados serão determinantes nas próximas horas.
Voltaremos a acompanhar as deliberações do vertice em Palazzo Chigi e informaremos imediatamente sobre medidas adicionais, repatriamentos, ou mudanças nas orientações de segurança para os italianos e ítalo‑descendentes no Oriente Médio.






















