Na margem do evento ‘Ia e lavoro: governare la trasformazione, moltiplicare le opportunità’, a ministra do Trabalho e das Políticas Sociais, Marina Calderone, afirmou que a inteligência artificial provocará um reposicionamento no mercado laboral, incluindo riscos para algumas funções, mas reforçou que estudos internacionais indicam um saldo final positivo em termos de novas vagas.
Em declaração direta, Calderone destacou: ‘A inteligência artificial, assim como apontam várias pesquisas internacionais, certamente implicará um reposicionamento e, sobretudo, algum risco para determinadas posições profissionais, mas o que dizem esses estudos é que, no final, haverá um saldo positivo em termos de novas oportunidades de trabalho’. A fala foi registrada durante a apuração in loco do evento, com cruzamento de fontes entre documentos apresentados e intervenções dos especialistas presentes.
A ministra vinculou a questão da adoção tecnológica à necessidade de um robusto plano de formação e requalificação. ‘O tema está intrinsecamente ligado à estratégia sobre competências, à formação e à requalificação dos trabalhadores, e à atenção em oferecer resposta em termos de competências digitais das pessoas’, disse Calderone. Segundo a ministra, iniciativas públicas já estão em curso para capacitar trabalhadores: ‘Estamos formando milhares de pessoas justamente para transferir competências digitais que são fundamentais nesse contexto’.
Na análise do gabinete, a abordagem deve ser pragmática e orientada por evidências. Em termos de política pública, isso significa direcionar recursos para cursos técnicos, programas de atualização profissional e parcerias com setor privado e instituições de ensino. A orientação explícita da ministra é colocar a requalificação como pilar da resposta às transformações em curso.
Calderone reforçou que a visão do governo não é pessimista, mas cautelosa. ‘A nossa não é uma visão pessimista; devemos certamente estar atentos aos potenciais efeitos negativos, mas o capital humano é fundamental. A inteligência artificial deve estar a serviço do trabalho de qualidade’, concluiu. A frase sintetiza a prioridade do ministério em conciliar inovação tecnológica com proteção e valorização do trabalho.
Na prática, especialistas consultados durante o evento observaram que o impacto líquido em empregos depende de variáveis como ritmo de automação, políticas ativas de emprego, capacidade de adaptação do sistema educacional e incentivos à inovação que criem novos ramos de atividade. O cruzamento de evidências internacionais, segundo Calderone, fundamenta a aposta em um saldo positivo de empregos, mas condiciona esse resultado a políticas de formação e inclusão digital eficazes.
Apuração: Giulliano Martini. A cobertura foi realizada com base nas declarações públicas da ministra e na documentação apresentada no evento ‘Ia e lavoro’. O relato privilegia fatos brutos e o cruzamento de fontes para oferecer um quadro preciso sobre as iniciativas do ministério em relação à transformação tecnológica do mercado de trabalho.





















