Em discurso proferido durante o encontro “Sicurezza sul lavoro e intelligenza artificiale”, realizado no Palazzo Brasini e inserido no evento “Ia e lavoro: governare la trasformazione, moltiplicare le opportunità strategie, fiducia, regole, competenze”, a vice-ministra do Trabalho e das Políticas Sociais, Maria Teresa Bellucci, destacou a centralidade da assunção de responsabilidade por parte das autoridades no momento de decidir como empregar a inteligência artificial.
“Quella di oggi è una grande occasione per poter comprendere come l’innovazione tecnologica e l’intelligenza artificiale possano essere effettivamente messe a servizio dell’uomo”, afirmou Bellucci, em declaração que sintetiza a premissa do encontro: avaliar riscos e benefícios da tecnologia no mundo do trabalho. A vice-ministra apontou que a tecnologia e a inteligência artificial são criações humanas e, portanto, exigem responsabilidade humana na sua aplicação.
Na sua intervenção, Bellucci frisou que a inteligência artificial “não cria nada, não inventa” por si só. “O que nasce do homem deveria ser sempre a favor do homem”, disse, lembrando que a história oferece exemplos em que inovações tecnológicas foram desviadas de um uso estritamente benéfico — citou, a título de reflexão, a invenção da bomba atômica como lembrança de que o controle ético e político é imprescindível.
Da perspectiva da vice-ministra, a assunção de responsabilidade é um requisito especialmente crítico para as instituições e para aqueles que têm a missão de governar nações. “Somos nós que temos a responsabilidade primeiro, ninguém excluído, de entender o que queremos fazer com aquilo que inventamos”, afirmou. Em sua leitura, essa responsabilidade inclui não apenas a definição de normas, mas também um compromisso intelectual e ético dos tomadores de decisão.
Bellucci sublinhou ainda o papel ativo da tecnologia como ferramenta de apoio às políticas públicas. “Quando nós devemos emitir diretrizes, regulamentos, sistemas de governança, a inteligência artificial pode nos ser de grande ajuda”, declarou. Mas a ajuda tecnológica, ponderou, não exime os responsáveis de aplicar julgamento humano: “temos de colocar a cabeça, o coração, a consciência, a criatividade — qualidades exclusivamente humanas que nenhuma inteligência artificial poderá jamais imitar, sobretudo por faltar-lhe empatia”.
O tom do discurso foi técnico e orientado para a governança: ênfase na necessidade de regras, de formação de competências e de sistemas de confiança que permitam multiplicar oportunidades geradas pela transformação digital, sem negligenciar a proteção dos trabalhadores. O evento, promovido pelo ministério do Trabalho e das Políticas Sociais, reuniu representantes públicos e especialistas para mapear os desafios de segurança no trabalho associados ao avanço das tecnologias.
Relatório final ou propostas concretas não foram detalhadas na fala citada, mas a mensagem política é clara: cabe a quem governa converter avanços tecnológicos em instrumentos seguros e transparentes, com regras claras e responsabilidade institucional. Em resumo, segundo Bellucci, a tecnologia é um meio; a decisão sobre seu uso — e as consequências dessa escolha — permanecem responsabilidade humana e do Estado.
Apuração in loco e cruzamento de fontes: fatos brutos registrados no encontro promovido pelo Ministério do Trabalho e das Políticas Sociais no Palazzo Brasini.





















