Por Alessandro Vittorio Romano — Em um cenário em que a saúde pública pulsa como uma paisagem que muda conforme as estações, Regione Lombardia confirma seu papel de referência nacional no combate ao HIV. Emanuele Monti, presidente da IX Comissão sobre sustentabilidade social, casa e família da Regione Lombardia e membro executivo do conselho da Aifa (Agenzia Italiana del Farmaco), destacou no congresso Hivlab – Lombardia, em Milão, a necessidade de uma ação coordenada e sensível.
Monti sublinhou que é imprescindível adotar uma estratégia integrada que una clínicos, instituições, associações de pacientes e o meio acadêmico. Nesse emaranhado de vozes — como uma floresta onde cada tronco sustenta o ecossistema — a proposta é transformar o Plano de Prevenção Regional em prática efetiva. O plano já foi deliberado e, nas palavras do próprio Monti, “coloca em preto no branco os próximos passos”.
Mas há um ponto de atenção: os padrões epidemiológicos entre os mais jovens. “Devemos investir adicionalmente em uma estratégia dirigida sobretudo ao envolvimento dos jovens”, afirmou Monti. É nessa faixa etária que se observam tendências preocupantes — sinais que pedem uma aragem nova de prevenção, educação e proximidade, antes que brotem problemas maiores.
O congresso Hivlab – Lombardia foi organizado pela Regione Lombardia em colaboração com Summet, Crems e Health Strategy, com o contributo non condizionante da ViiV Healthcare. Reuniões como essa funcionam como encontros sazonais na colheita do conhecimento: onde se trocam práticas, se alinham caminhos e se aprende a traduzir políticas em cuidado cotidiano.
Na minha observação, que privilegia a experiência humana e a respiração das cidades, a eficácia de uma resposta ao HIV passa por aproximar prevenção e vida cotidiana — programas em escolas, campanhas em centros culturais, diálogo aberto com serviços de saúde locais e empoderamento dos jovens para que reconheçam os seus ritmos e riscos. Não se trata de um discurso técnico seco, mas de tecer redes de proteção que respeitem os desejos e as rotinas das pessoas.
Monti lembra que unir atores diversos é praticar uma espécie de jardinagem social: podar o que impede o crescimento, semear informação onde há solo fértil e regar constantemente com recursos bem direcionados. O apelo por um investimento adicional não é apenas financeiro; é um convite à criatividade preventiva, à presença consistente em escolas e espaços de convivência juvenil.
O desafio colocado em Milão é claro: consolidar a excelência já existente na Regione Lombardia, traduzindo o Plano de Prevenção Regional em ações visíveis e eficazes, especialmente junto dos mais jovens. Se cuidarmos agora dos brotos, poderemos colher uma geração mais informada e protegida — a melhor colheita que a saúde pública pode desejar.






















