Em uma mistura de emoção e propósito, surge um novo estímulo para a educação em emergência: Da cuore a cuore, canção disponível nas plataformas de streaming, nasce como um verdadeiro hino ao compromisso de salvar vidas por meio da massagem cardíaca e do uso correto do desfibrilador. A música é obra do compositor florentino Andrea Caciolli, conhecido por colaborações com nomes como Giancarlo Bigazzi, Franco Fasano e Anna Oxa.
O encontro que deu origem ao tema aconteceu com o cardiologista toscano Fabio Costantino, cuja visão prática e humana em torno do projeto Cardiosecurity inspirou o artista. “Ao ouvir o projeto do doutor Costantino, senti a força humana por trás de cada intervenção”, conta Caciolli. “A massagem cardíaca vai além da técnica: é um ato de amor. É um coração que tenta reacender outro coração; por isso Da cuore a cuore traduz tão bem essa imagem”.
Fabio Costantino, cardiologista da Azienda USL Toscana Nord Ovest e fundador-presidente da APS Cardiosecurity, há anos dedica-se a transformar esse gesto de socorro em conhecimento acessível. Fora dos consultórios, Costantino lidera uma campanha de alfabetização prática que testa como a formação de leigos — cidadãos sem especialização médica — pode multiplicar chances de sobrevivência em casos de parada cardíaca.
O lema prático do movimento, “Più formi, più salvi” — traduzido livremente como quanto mais você forma, mais vidas se salvam — reflete uma ideia simples, porém profunda: a comunidade é a primeira resposta. A canção e as ações conjuntas visam sensibilizar, reduzir o receio e estimular a prática tanto da massagem cardíaca quanto do manuseio seguro do desfibrilador, equipamentos cada vez mais presentes em espaços públicos.
Como observador das estações da vida e das cidades, vejo esta iniciativa como uma colheita de hábitos: plantar conhecimento hoje para colher segurança amanhã. A música atua como esse vento suave que espalha sementes. Ouvir Da cuore a cuore pode ser mais do que um gesto estético; é um lembrete sensorial de que todos podemos aprender a manter o pulso da comunidade — a respiração da cidade — quando alguém precisa.
Além do caráter emocional, há um apelo prático. Programas de treinamento rápidos e acessíveis, aliados a campanhas culturais, desmontam mitos e constroem confiança. O objetivo é que, ao cruzarmos praças, mercados ou praças escolares, a presença de um desfibrilador e de pessoas preparadas deixe de ser exceção para se tornar rotina.
Esta é uma notícia que toca tanto a técnica quanto a alma: um convite para ver a formação em primeiros socorros como uma responsabilidade coletiva e um ato de cuidado. A música de Andrea Caciolli e a ação do dr. Fabio Costantino com a APS Cardiosecurity nos lembram que, do coração ao coração, há sempre espaço para aprender a salvar uma vida.




















