Por Alessandro Vittorio Romano — Em uma leitura que mistura estatística e panorama social, o relatório do Giornale della previdenza da Enpam revela que as universidades de Trento e Brescia são as mais atentas à previdência entre os estudantes de Medicina e Odontologia. A Statale de Milano completa o pódio, numa fotografia que envolve 34 atenei — públicos e privados — espalhados pela Península.
O estudo considerou a presença percentual de jovens matriculados nos cursos de Medicina e Cirurgia que optaram por se inscrever na Cassa previdenciária dos medici e odontoiatri. Vale lembrar que, por lei, apenas os estudantes dos últimos dois anos dos cursos de Medicina e Odontologia podem realizar a inscrição em um ente previdenziale na condição de estudantes universitários — um detalhe que transforma essa escolha em sinal de maturidade profissional e de preocupação com o próprio futuro.
Segundo Alberto Oliveti, presidente da Enpam, “estudar medicina è un vero e proprio lavoro, ed è giusto che sia tutelato come tale”. A frase ressoa como um convite à responsabilidade: para quem se forma em cuidar do outro, cuidar do próprio amparo previdenciário deve ser natural, quase um hábito enraizado, como a rotina de um jardineiro que sabe quando podar e quando regar.
O relatório também indica uma diferença notável entre Norte e Sul do país, não apenas geográfica, mas de consapevolezza previdenziale. É como se o mapa do bem-estar tivesse estações diferentes: no Norte, um clima de colheita de hábitos previdenciais; no Sul, um inverno de informações ainda por semear. A Enpam observa que muitas universidades podem — e devem — agir para reduzir esse hiato, promovendo informação e orientações claras aos estudantes que caminham para os anos finais dos cursos.
Na prática, essa é uma questão de cultura profissional: optar pela inscrição à previdência ainda parece para muitos uma escolha distante, quando deveria ser vista como um passo natural na transição do estudo para o exercício da profissão. A falta de conhecimento e orientação aparece como a principal razão pela qual tantos futuros médicos e dentistas não aproveitam essa oportunidade.
Como observador do cotidiano italiano e aficionado pela conexão entre ambiente e bem-estar, vejo nessa diferença regional mais do que um número: vejo hábitos, rotinas acadêmicas e prioridades que moldam o tempo interno desses jovens profissionais. A ação das universidades pode ser a brisa que desloca as nuvens da desinformação, transformando receios em decisões acertadas.
Em resumo, o ranking da Enpam é um espelho — que reflete onde a prevenção previdenciária floresce e onde ainda é preciso semear. Trento e Brescia mostram que é possível construir essa cultura; a missão agora é levar essa consciência também às demais faculdades, para que a colheita de segurança social alcance todo o país.





















