Por Giulliano Martini — Apuração in loco e cruzamento de fontes.
Alessia “Alma” Manzoni, 23 anos, natural de Cenate Sotto, é a voz que está levando ao público jovem as novidades do Festival de Sanremo. A jovem DJ e apresentadora é responsável por um formato direto e dinâmico em Radio Zeta Club, programa que vai ao ar aos sábados e domingos, das 17h às 18h, e que tem como objetivo mapear e difundir as canções que conectam os mais jovens com artistas emergentes do cenário italiano.
No centro da cobertura de Sanremo, Alma mistura faixas que vêm chamando atenção e que, nas semanas do Festival, apresentam uma leva de artistas na faixa dos vinte anos ao público mais tradicional — os telespectadores que ainda acompanham a televisão generalista. São nomes que até pouco tempo eram desconhecidos para a audiência mais ampla: Eddie Brock, Chiello, Samurai Jay, Sayf — e uma nova geração cuja presença está sendo amplificada por emissoras como a do grupo RTL.
“Swag. Nós, jovens, dizemos assim”, resume Alessia Manzoni sobre a recepção das faixas entre os ouvintes. “A seleção musical é toda minha. O objetivo do programa é agradar os mais jovens, que enlouquecem quando sentem que se reconhecem em um artista ou em uma moda.” Em sua curadoria, Radio Zeta aposta em rappers que dificilmente encontram espaço nas estações mais tradicionais e em intérpretes emergentes como Tony Pitony. Nesta edição de Sanremo, por exemplo, artistas como Tony Pitony dividiram o palco de covers com nomes consolidados — uma estratégia que tem reverberado entre os ouvintes jovens.
Alma também frisou a admiração por Ditonellapiaga, artista que tem um diálogo eletrônico e plural nas sonoridades: “Ela mistura texturas sonoras como poucos se atrevem”, afirma. A observação é respaldada por uma análise do repertório e pela reação das redes e dos ouvintes em tempo real — um dado confirmado no cruzamento de tendências observadas nas frentes radiofônicas e digitais.
A trajetória de Alma combina paixão com experiência. A militância pela música começou na dança e evoluiu para palcos diversos: das apresentações em excursões escolares a palcos de maior porte, incluindo uma participação na Arena de Verona ligada ao grupo RTL. “No período do Covid, comprei uma consolle pela internet e comecei a praticar. Gosto de muitos gêneros, especialmente sonoridades latinas”, conta. O nome artístico — além de jogo de iniciais — traduz um sentido: alma, palavra que em espanhol significa “espírito”.
O avanço profissional também teve suporte editorial. Lorenzo Suraci, diretor do grupo RTL 102.5, foi quem sugeriu o nome artístico e acompanhou o crescimento de Alessia desde o estágio até a condução. “Comecei como estagiária, depois passei a apresentar. Foi uma transformação em estilo Dragon Ball”, relata com objetividade sobre a progressão funcional.
O próximo passo apontado por Alma é transformar o Radio Zeta Club em um show itinerante, levando o formato para praças e eventos ao vivo, aproximando ainda mais o público dos artistas emergentes que o programa tem promovido. Trata-se de uma estratégia coerente com a dinâmica atual da música: presença de palco, interação e difusão multiplataforma.
Em síntese, a cobertura do Festival por Alma é um exemplo de jornalismo musical que une apuração técnica, curadoria jovem e objetivo claro: dar voz e roteiro a uma geração que se faz ouvir no rádio e nas ruas. A narrativa é mensurada e pautada em fatos — da compra da primeira consolle ao microfone em estúdio —, oferecendo ao leitor um raio-x do cotidiano de quem traduz, para os jovens, o pulso de Sanremo.
Contato e fontes: entrevistas com a própria apresentadora, programação oficial da Radio Zeta Club e informações públicas do grupo RTL.






















