Estados Unidos e Israel realizaram, nas primeiras horas do dia, um ataque coordenado contra alvos em Teerã e em outras cidades iranianas, segundo relatos de agências internacionais e veículos de imprensa. A ação, descrita por fontes ocidentais como uma operação preventiva de grande alcance, marca um movimento decisivo no tabuleiro geopolítico do Oriente Médio.
Em um vídeo divulgado na plataforma Truth, o presidente Donald Trump afirmou que os ataques visam “destruir seus mísseis, arrasar a indústria misilística e aniquilar a Marinha” do Irã, garantindo que o país nunca terá arma nuclear. Na mesma mensagem, Trump dirigiu-se diretamente ao povo iraniano: “A hora da sua liberdade está próxima. Quando terminarmos, tomem o controle do seu governo”. A declaração foi apresentada pelo presidente como uma oportunidade histórica para mudança interna, e como alerta às forças do regime.
Autoridades israelenses anunciaram o início da operação. O ministro da Defesa de Israel declarou estado de emergência imediato em todo o país. Fontes citadas pelo New York Times e pelo canal israelense Channel 12 afirmam que a ofensiva foi planejada em conjunto por meses e que a fase inicial deve durar cerca de quatro dias. Segundo essas fontes, a escolha por um ataque diurno faz parte de uma temporização pensada para surpreender as defesas iranianas.
Agências iranianas, incluindo a semi-oficial Farsha e a Tasnim, reportaram explosões em múltiplos pontos: Teerã, Qom, Isfahan, Karaj, Kermanshah e Tabriz. Em Teerã, teriam sido atingidos edifícios do Ministério da Inteligência, do Ministério da Defesa, o escritório da Guia Suprema Ali Khamenei e instalações da Organização para a Energia Atômica do Irã. Relatos iniciais também apontam para impactes contra estruturas logísticas e centros de comando.
O jornalista Barak Ravid, da Axios, citando fontes israelenses, afirmou que houve tentativas de atingir e eliminar figuras como a própria Khamenei e o presidente Masoud Pezeshkian. A Reuters, apoiada por uma fonte próxima ao regime, informou que altos comandantes dos Guardas da Revolução Islâmica (IRGC) e representantes políticos teriam sido mortos em alguns ataques. Ao mesmo tempo, circulou a informação de que a liderança suprema não se encontrava em Teerã no momento dos ataques.
Em resposta, os Guardas da Revolução Islâmica lançaram mísseis contra bases americanas localizadas no Golfo, segundo comunicados e imagens difundidas por veículos regionais. Esses disparos configuram uma reação direta que amplia o risco de escalada militar entre blocos diretamente envolvidos.
O cenário descrito é de alta volatilidade. A operação conjunta caracteriza-se por um redesenho de fronteiras invisíveis entre capacidades ofensivas e defesas espalhadas na região — um movimento que tem tanto objetivos militares imediatos quanto um componente estratégico de longo prazo, visando reconfigurar a tectônica de poder regional.
Do ponto de vista diplomático, trata-se de um momento em que os alicerces frágeis da diplomacia serão testados. A ação coordenada de Washington e Tel Aviv pode ter sido projetada para neutralizar capacidades específicas do Irã, mas abre espaço para respostas assimétricas e para uma multiplicação de atores que poderão intervir nas linhas de frente e nos bastidores.
Nas próximas horas e dias será crucial observar: comunicados oficiais adicionais, confirmações sobre baixas entre lideranças iranianas, movimento de forças navais e aéreas nas rotas do Golfo, e as reações de potências externas com capacidade de influência (Rússia, China, países europeus). Num tabuleiro em que cada movimento altera o alcance do seguinte, a prudência e a clareza das comunicações diplomáticas serão tão relevantes quanto a superioridade tecnológica.
Enquanto isso, a população civil nas áreas afetadas já sofre com as consequências imediatas dos ataques, e o risco humanitário cresce proporcionalmente à extensão e à duração da operação anunciada.






















