Por Otávio Marchesini — Espresso Italia
Os últimos dias marcaram uma fase decisiva na vida de Camila Giorgi. Após oficializar a gravidez no Dia dos Namorados, a ex-tenista italiana confirmou outra mudança relevante: casou-se na Argentina com o treinador e jogador argentino Andreas Ignacio Pasutti. As imagens publicadas nas redes sociais, divulgadas em 26 de fevereiro de 2026, deixam poucas dúvidas: vestido branco, aliança, buquê e o letreiro em inglês “Just married” que oficializa a cerimônia.
As fotos também mostram um detalhe burocrático que sugere ter ocorrido um registro formal no país sul-americano: um livro vermelho com a inscrição “Dirección del Registro Civil del Estado Civil y Capacidad de las Personas”. A presença desse documento, aliada ao cenário e ao histórico de residência de Giorgi em Buenos Aires, indica que a celebração teve caráter legal e local.
Para além dos elementos visuais, trata-se de uma confluência de escolhas pessoais e trajetórias públicas. Há pouco mais de um ano, a jogadora havia sido vista em Buenos Aires atuando numa função distinta: como entrevistadora contratada por um patrocinador do torneio ATP, papel que sublinha a passagem de atleta em atividade para uma figura pública com múltiplos papéis — comentarista, presença de mídia e agora, figura familiar em construção.
Entre os eventos daquele período e o presente, houve episódios que contam parte dessa transformação: um relacionamento com o político Ramiro Marra, participação no reality show Isola dei Famosi e, agora, a formalização de uma nova família. A sequência — nova companhia afetiva, casamento e gravidez — coloca Giorgi em uma posição que ultrapassa o simples resultado esportivo e insere sua história nas dinâmicas contemporâneas que moldam a carreira de atletas: mobilidade geográfica, exposição midiática e reconfiguração de papéis pessoais.
Como analista, cabe sublinhar que essa é uma narrativa também política e cultural. A escolha da Argentina como palco — país que a acolhe e onde construiu parte de sua vida pós-circuito — fala de diásporas esportivas menos óbvias: atletas europeus que migram por laços pessoais, oportunidades e afinidades profissionais. A imprensa tende a tratar esses episódios como matéria de celebridade; porém, a decisão por privacidade ou por visibilidade é também um comentário sobre sustentabilidade de carreiras longas e sobre os desejos de continuidade além das pistas e quadras.
Por enquanto, Camila Giorgi não se pronunciou com detalhes sobre planos futuros de retorno às competições. Nas respostas diretas a seguidores, ela jamais fechou a porta à possibilidade de voltar às quadras — o que a mantém como figura relevante no debate sobre vida pós-carreira para atletas de elite.
Seja qual for o rumo, a combinação de casamento e gravidez marca uma nova estação na biografia da jogadora: uma transição que merece ser lida não apenas como fato de celebridade, mas como episódio que sintetiza tensões e escolhas de uma geração de esportistas em trânsito entre identidade, mercado e família.
© Espresso Italia — Otávio Marchesini






















