Observatório Hidrogênio 2025: Intesa Sanpaolo e H2IT apresentam dados em Milão
Na manhã de 19 de fevereiro de 2026, às 10h30, no MADE Competence Center (via Giovanni Durando 10, Milão), será apresentado o relatório da segunda edição do Observatório Hidrogênio 2025. O estudo, intitulado “Do consolidamento industrial à criação do mercado: uma nova fase para um ecossistema inovativo em evolução“, foi realizado pelo Research Department do Intesa Sanpaolo em parceria com o Intesa Sanpaolo Innovation Center e a H2IT – Associazione Italiana Idrogeno, no âmbito do Memorandum of Understanding entre as duas instituições.
A investigação envolveu 79 empresas ativas ao longo da filiera do hidrogênio na Itália, com o objetivo de mapear a evolução do setor não apenas sob o ponto de vista econômico, mas também em termos de maturidade tecnológica, integração com o sistema energético e perspectivas de mercado. A análise fornece uma fotografia qualitativa das empresas — desde startups que nasceram com foco em hidrogênio até grupos industriais tradicionais que incorporaram projetos low carbon — e quantifica o compromisso financeiro e estratégico dessas organizações.
O tema do evento se insere numa agenda europeia mais ampla: a produção e o uso do hidrogênio ocupam lugar central na transição energética, apoiados por políticas comunitárias que visam a neutralidade climática até 2050. No entanto, em termos práticos, a cadeia italiana do hidrogênio ainda está em fase de formação; tecnologias críticas e modelos de negócio permanecem parcialmente dissociados do sistema energético e industrial vigente. O resultado é um ecossistema em crescimento, com novos atores que ampliam a oferta de soluções e serviços, mas também com desafios de coordenação, infraestrutura e regulação.
Como analista de infraestruturas digitais, enxergo esse movimento como a construção de novos alicerces para a arquitetura energética: o hidrogênio funciona como uma camada de energia e dados que precisa ser integrada ao “sistema nervoso” das cidades e das redes industriais para alcançar escala e eficiência.
Entre os participantes confirmados para a apresentação estão:
- Augusto De Castro, Diretor Geral do MADE Competence Center Industria 4.0;
- Alberto Dossi, Presidente da H2IT;
- Gregorio De Felice, Chief Economist, Intesa Sanpaolo;
- Letizia Borgomeo, Economist, Research Department Intesa Sanpaolo;
- Giulia Monteleone, Diretora do Departamento de Tecnologias Energéticas e Fontes Renováveis, ENEA;
- Giorgio Maione, Assessor de Ambiente e Clima da Região da Lombardia;
- Riccardo Dutto, Head of Industry Infrastructure, Intesa Sanpaolo;
- Luca Marsili, Officer, Industry & Sustainability, Hydrogen Europe;
- Stefania Vigna, Head of Innovation Intelligence, Intesa Sanpaolo Innovation Center;
- Roberto Tatò, Dirigente Responsável Divisão III – Energia e Empresas, Economia e Tecnologias Verdes, Economia do Mar do Ministério das Empresas e do Made in Italy.
A mediação do evento ficará por conta de Cristina Maggi, Diretora da H2IT. A programação promete combinar apresentação de dados, leituras econômicas e debates sobre políticas públicas e necessidades de infraestrutura física e regulatória.
Do ponto de vista prático, os dados do Observatório Hidrogênio 2025 podem orientar investidores e gestores públicos na priorização de projetos: pontos críticos como a interconexão entre produção renovável, armazenamento em hidrogênio e pontos de consumo industrial ou de mobilidade precisam ser tratados como componentes de uma mesma arquitetura, e não projetos isolados. A transição requer um plano integrado que alinhe financiamento, inovação tecnológica e implantação de rede — ou, em termos de engenharia urbana, a construção coordenada de vias de serviço e distribuição que permitam o fluxo seguro e eficiente dessa nova fonte energética.
Para profissionais e decisores na Itália e na Europa, o relatório oferece sinais concretos sobre a direção do mercado e as frentes onde a intervenção pública e privada é mais urgente. A consolidação industrial observada indica maturidade crescente, mas a criação de um mercado amplo e líquido dependerá de políticas claras, incentivos alinhados e da maturação das cadeias de valor.
O evento também é uma oportunidade para acompanhar como a inteligência estratégica — o “fluxo de dados” entre empresas, centros de pesquisa e órgãos públicos — está sendo usada para transformar pilotos e demonstrações em soluções replicáveis e escaláveis.
Riccardo Neri — voz de tecnologia e infraestrutura digital da Espresso Italia






















