Por Otávio Marchesini, Espresso Italia — O Milan sofreu um revés significativo em casa: derrotado por 1-0 pelo Parma em San Siro, o clube rossonero vê o sonho do scudetto cada vez mais distante, com a liderança da tabela nas mãos da Inter, agora dez pontos à frente.
O único gol da partida nasceu em um lance de bola parada nos minutos finais: após um escanteio cobrado por Valeri, Troilo empurrou a bola para a rede. A jogada passou por um momento de incerteza — o árbitro Piccinini anulou inicialmente o tento por um possível contato, mas reviu a decisão após o chamado do VAR e confirmou o gol do time visitante. Foi o suficiente para selar a vitória dourada do Parma, que sobe ao 12º lugar e ganha fôlego longe da zona de rebaixamento.
O jogo começou com o Parma mais agressivo: logo aos dois minutos, em um cruzamento de Valeri, a meia-lua de Pellegrino quase inaugurou o placar, desperdiçando por pouco. O episódio que preocupou a equipe da casa ocorreu aos 11 minutos, quando Loftus-Cheek precisou deixar o gramado de maca após um choque na cabeça; entrou Jashari.
Ao longo do primeiro tempo o Milan passou a ocupar mais a zona ofensiva, tentando a sorte de fora com arremates de Pulisic e de Jashari, ambos neutralizados pelo goleiro Corvi. Aos 42, a melhor oportunidade rossonera veio com Pulisic, que não acertou o alvo após uma assistência aérea de Rabiot.
No segundo tempo o time da casa teve momentos promissores: aos 54 minutos, Leão foi parado por uma saída firme de Corvi; no rebote, Pulisic foi bloqueado por Troilo. Aos 64, o mesmo Leão acertou a trave com um potente voleio — imagem de uma equipe que atacava sem coesão. Do lado do Parma, defesa bem organizada e jogo compacto.
O episódio decisivo veio já na reta final: no escanteio, Troilo capitalizou e marcou. A princípio anulado por uma possível falta de Valenti sobre Maignan, o gol foi confirmado após consulta ao VAR, deixando San Siro em silêncio. Nos sete minutos de acréscimo, o Milan sufocou em busca do empate, lançou também Nkunku para buscar alternativas ofensivas, mas não conseguiu furar o bloqueio visitante.
O contexto é menos uma nota isolada do que um sintoma. Com Allegri suspenso e no banco o auxiliar Landucci, faltou ao Milan clareza tática e presença de elenco para gerir o momento. A derrota acentua a distância para a liderança e expõe fragilidades que vão além de uma escalação: trata-se de resiliência institucional e capacidade de atravessar momentos de pressão num campeonato longo.
Para o Parma, a vitória representa mais que três pontos: é um alívio na luta contra a queda, um testemunho de organização defensiva e aproveitamento das oportunidades. Para o Milan, a necessidade agora é ler o sinal da história: o título, que parecia um horizonte possível, requer respostas rápidas e substanciais para não se transformar em um objetivo cada vez mais remoto.






















