Por Stella Ferrari — Em 2025, Poste Italiane alcançou um marco operacional: receitas recorde de €13,1 bilhões, um avanço de 4,2% em relação a 2024, impulsionado por uma combinação de sólida performance comercial nos produtos de poupança e investimento, rendimentos consistentes da carteira de investimentos e pela contínua racionalização de custos. O resultado foi divulgado em comunicado oficial do grupo.
O desempenho operacional mostrou-se igualmente robusto: o EBIT ajustado atingiu um recorde de €3,24 bilhões, alta de 9,6% ano a ano, alinhado com a guidance atualizada para 2025. No horizonte da rentabilidade, o lucro líquido do exercício ficou em €2,22 bilhões, aumento de 10,3% ante 2024.
Matteo Del Fante, CEO do grupo, comentou que “2025 foi um ano excepcional para Poste Italiane, com os melhores resultados da nossa história, caracterizados por receitas e rentabilidade em níveis recorde”. A mensagem do executivo ressalta três vetores centrais: dinâmica comercial sólida, disciplina de custos rigorosa e rendimentos persistentes da carteira de investimentos — elementos que atuaram como o motor da recuperação e da aceleração das margens.
Olhar para 2026 traz metas ambiciosas, mas calibradas: a guidance 2026 prevê receitas em torno de €13,5 bilhões (ante €13,1 bilhões em 2025), e um EBIT ajustado superior a €3,3 bilhões (comparado a €3,245 bilhões de 2025). A projeção de lucro líquido — excluindo a participação na TIM — é de aproximadamente €2,3 bilhões.
No campo da distribuição de retorno ao acionista, o conselho reforçou a política de dividendos com um payout superior a 70% sobre o lucro líquido (excluindo a participação em TIM). Adicionalmente, está previsto o pass-through do dividendo TIM em base cash-for-cash, estimado em cerca de €100 milhões a serem recebidos em 2027; esse efeito soma-se ao potencial impacto positivo da recompra de ações anunciada pela TIM, até um máximo de €400 milhões, sobre o valor e a rentabilidade da participação de Poste.
Do ponto de vista estratégico, a combinação entre crescimento orgânico e disciplina de custos mostra um design de políticas financeiras orientado à geração de caixa e à resiliência: a racionalização dos processos operacionais funcionou como uma calibragem fina do motor financeiro da companhia, enquanto a gestão da carteira de investimentos ofereceu rendimentos que amorteceram volatilidades externas.
Para investidores institucionais e acionistas, o quadro traduz-se em sinais claros de governança fiscal eficiente e foco em distribuição de valor. Em linguagem de alta performance: a máquina corporativa foi ajustada para maior torque e menor consumo de capital improdutivo, preservando espaço para retornos consistentes. A postura conservadora sobre custos atua como os freios fiscais que evitam sobreaquecimento, sem sacrificar a aceleração comercial.
Em suma, 2025 consagra-se como ano de virada para Poste Italiane, com resultados que, segundo a administração, figuram entre “os melhores da nossa história”. A trajetória para 2026 é de continuidade: crescimento moderado, reforço do payout e aproveitamento de instrumentos financeiros (dividendos e buy-back da TIM) para maximizar o retorno ao acionista.
Contato Espresso Italia: Stella Ferrari — análise econômica e visão estratégica sobre empresas de alto desempenho.





















