Sanremo 2026: audiência da terceira noite sobe para 60,6% — hoje, covers e duetos dominam o palco
Por Chiara Lombardi, Espresso Italia — A terceira noite do Festival di Sanremo 2026 reafirmou o evento como um verdadeiro espelho do nosso tempo: foram em média 9.543.000 telespectadores, correspondente a um share de 60,6%, número que confirma o festival como fenômeno de massa e palco de ecos culturais que ultrapassam a mera performance musical.
Comparativamente, a segunda noite havia reunido pouco mais de 9 milhões de espectadores (share de 59,5%). No mesmo período do ano passado, a terceira serata teve média de 10,7 milhões e 800 mil espectadores, com share de 59,8% — reflexão que nos lembra que a oscilação das audiências é também um termômetro do clima social e do “roteiro oculto” que guia o interesse público.
O programa segue sob a apresentação de Carlo Conti e, já respirando o clima de competição artística, anuncia para a quarta serata (sexta-feira, 27 de fevereiro) uma noite dedicada às covers e aos duetos. Os 30 artistas da seção Campioni interpretarão uma cover escolhida do repertório italiano ou internacional, desde que publicada até 31 de dezembro de 2025. A votação será mista: Televoto, Giuria della Sala Stampa, Tv e Web e Giuria delle Radio — e o artista mais votado será declarado vencedor da noite das covers.
Na terceira noite, entre os 15 Big que se apresentaram, a combinação do Televoto com o voto da Giuria delle Radio desenhou as primeiras cinco posições (sem ordem de classificação) com os nomes de Arisa, Sayf, Luchè, Serena Brancale e Sal Da Vinci. É uma lista que traduz tanto a diversidade estética do festival quanto o palimpsesto de memórias sonoras evocadas pela escolha de repertórios.
Segue a relação das performances e participações especiais apresentadas na terceira serata:
- Arisa — “Quello che le donne non dicono” com o Coro do Teatro Regio di Parma
- Bambole di pezza — “Occhi di gatto” com Cristina D’Avena
- Chiello — “Mi sono innamorato di te”
- Dargen D’amico — “Su di noi” com Pupo e Fabrizio Bosso
- Ditonellapiaga — “The Lady is a Tramp” com Tonypitony
- Eddie Brock — “Portami via” com Fabrizio Moro
- Elettra Lamborghini — “Aserejé” com Las Ketchup
- Enrico Nigiotti — “En e xanax” com Alfa
- Ermal Meta — “Golden Hour” com Dardust
- Fedez & Masini — “Meravigliosa creatura” com Stjepan Hauser
- Francesco Renga — “Ragazzo solo, Ragazza sola” com Giusy Ferreri
- Fulminacci — “Parole parole” com Francesca Fagnani
- J-Ax — “E la vita, la vita” com Ligera County Fam.
- Lda & Aka 7even — “Andamento lento” com Tullio De Piscopo
- Leo Gassmann — “Era già tutto previsto” com Aiello
- Levante — “I maschi” com Gaia
- Luchè — “Falco a metà” com Gianluca Grignani
- Malika Ayane — “Mi sei scoppiato dentro il cuore” com Claudio Santamaria
- Mara Sattei — “L’ultimo bacio” com Mecna
- Maria Antonietta & Colombre — “Il mondo” com Brunori Sas
- Michele Bravi — “Domani è un altro giorno” com Fiorella Mannoia
- Nayt — “La canzone dell’amore perduto” com Joan Thiele
- Patty Pravo — “Ti lascio una canzone” com Timofej Andrijashenko
- Raf — “The Riddle” com The Kolors
- Sal Da Vinci — “Cinque Giorni” com Michele Zarrillo
- Samurai Jay — “Baila morena” com Belén Rodríguez e Roy Paci
- Sayf — “Hit the road jack” com Alex Britti e Mario Biondi
- Serena Brancale — “Besame mucho” com Gregory Porter e Delia
- Tommaso Paradiso — “L’ultima luna” com Stadio
- Tredici Pietro — “Vita” com Galeffi, Fudasca & Band
O festival, como um filme coletivo, continua a funcionar como um ponto de encontro entre lembrança e reinvenção: as covers e os duetos de amanhã prometem reframe e citações que reverberarão no debate público — a audiência numerosa é prova de que o palco de Sanremo ainda escreve, noite após noite, o roteiro oculto da nossa contemporaneidade.






















